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9º CONGRESSO

TESES    
 

 

Área para downloads das apresentações no 9º CONSINTUFRJ em PPT

Adeilson - Conjuntura
Albana - Educação e Transformação
Ana Maria - Reestruturação do Ensino Superior
Lucia Reis - Organização Sindical no Setor Público
Rosane - Desafios da Organização Sindical
Osório - Papel do Servidor: uma história de construção
18/12/2007

SINTUFRJ é CUTista


Por ampla maioria, Congresso rejeita realização de um plebiscito sobre continuidade de filiação à CUT


Uma das decisões mais importantes do Congresso – que tomou boa parte da plenária final na manhã de quinta, dia 13, quando houve a discussão das propostas sobre Organização Sindical – acabou por confirmar a manutenção da vinculação do Sindicato à CUT.
É que o Congresso, por ampla maioria, suprimiu a proposta, oriunda de parte dos componentes do grupo que discutiu o tema, de delegar a um plebiscito na base da categoria a decisão de desfiliação ou não do SINTUFRJ à CUT.
A proposta do plebiscito foi alvo de um debate cerrado. Francisco Carlos, da Tribo, propôs a supressão do item do relatório explicando que uma decisão como essa deveria ser fruto de informação, e diante disso o plebiscito não era oportuno.
Fábio Marinho, da Conlutas, disse, no entanto, que era importante levar a questão para a base decidir, por isso a importância de levar o plebiscito para os 14 mil sindicalizados poderem se pronunciar.
Neuza Luzia, da CSD, explicou que a representação da categoria no Congresso era qualitativa – havia representantes ali de diversas unidades – e que o debate foi feito em todas elas e que, acima de tudo era importante fortalecer a organização na CUT.
Denise Góes, do Vamos à Luta, lembrou que esta questão produziu discussões acaloradas nas reuniões de unidades e que em algumas delas os funcionários delegaram a seus representantes a tarefa de defender a desfiliação, mas lamentavelmente isso não se refletiu no Congresso, e que era preciso democratizar o debate e levar a categoria como um todo a manifestar sua opinião através do plebiscito, mas lamentavelmente faltou coragem para encarar este debate.
A maioria dos delegados – como que a antecipar o resultado da votação – vestia as camisas vermelhas com o nome da Central e agitava as bandeiras da CUT. Por isso não surpreendeu quando enorme número de crachás rejeitando o plebiscito ouvir a opinião da categoria através de consulta. Decisão que confirmou filiação à Central Única dos Trabalhadores.

Projetos em disputa

No início dos trabalhos da tarde do dia 10, os companheiros representantes das correntes apresentaram brevemente o conteúdo das teses em disputa no Congresso.

Fábio Roberto Marinho da Cruz e Wandir Costa defenderam a tese da Conlutas, articulação de entidades sindicais e movimentos sociais que fazem oposição ao governo Lula. Para Fábio, o segundo mandato de Lula foi ainda “mais à direita, o que desmistifica a possibilidade de disputa, porque estão mantidos os ataques à classe trabalhadora, como, por exemplo, uma nova reforma da Previdência e outros projetos que prejudicam a universidade pública.”

Neuza Luzia defendeu a tese da corrente “CUT socialista e democrática”, CSD, e apontou diversas vitórias, mesmo do ponto de vista internacional, como a não assinatura da Alca (acordo de livre-comércio das Américas, deletério para o Brasil). Disse que, enquanto classe, os trabalhadores não ganharam o poder, mas lutam e brigam por mudança de rota, e se a eleição de Lula não chegou a barrar o projeto neoliberal, com certeza o enfraqueceu, apesar de ser um governo de composição com membros da direita.

Francisco Carlos apresentou a tese da Tribo – Resgatando o SINTUFRJ para a categoria – explicando que procuraram um diagnóstico da situação da entidade e levantar questões gerenciais e políticas, para as quais a categoria pudesse trabalhar soluções. Segundo ele, não existia, na iniciativa, nenhuma intenção de ataque aos funcionários do Sindicato. Da mesma forma, a busca de novos rumos para o Curso Pré Vestibular não significa restrição ao CPV. Francisco disse ainda que a defesa da CUT se funda no fato de que a Central que mais avançou no país. Léa Oliveira também defendeu a tese.

Marcílio Araújo defendeu a tese da corrente Vamos à Luta (VAL) – com centro na proposta de um sindicato autônomo e independente de partidos ou do governo –, explicando que os trabalhadores precisam barrar a terceira reforma da Previdência e a trabalhista, fruto de interesses das empresas transnacionais, que querem se instalar no país com direitos trabalhistas já reduzidos para os trabalhadores para aumento de seus lucros. Explicou também que seu agrupamento tem convocado os trabalhadores a participar de uma agenda ampla, com envolvimento de amplos setores da sociedade, porque a luta será intensa.

Na abertura, apelo à unidade

Nos discursos que abriram o Congresso, dirigentes destacam a necessidade de superação das divergências
O esforço para impedir que as divergências neutralize a unidade na ação política na defesa dos trabalhadores deu o tom dos discursos dos três coordenadores-gerais do SINTUFRJ na abertura do 9º Congresso. Ana Maria Ribeiro, Francisco de Assis e Marcílio Lourenço pregaram o fortalecimento do Sindicato, a necessidade da unidade dos trabalhadores e do movimento sindical, e o avanço da organização dos técnicos-administrativos em educação (TAEs) para os desafios colocados para 2008.

FRANCISCO DE ASSIS

Francisco de Assis fez uma saudação aos participantes e elogiou o empenho e a dedicação dos funcionários do Sindicato. Em relação às posições políticas existentes dentro do movimento, ele argumentou que apesar das diferenças a briga maior é contra o governo. “De fato temos diferenças, e nosso inimigo não está aqui. Assim, devemos estar voltados para aqueles que nos atacam”. Antecipando as disputas naturais que se fariam no Congresso, ele refletiu: “É válida a força do argumento, mas não o argumento da força”. Ele finalizou sua fala ressaltando a necessidade de fortalecer o sindicato para enfrentar o governo e qualquer política que vá de encontro aos interesses dos trabalhadores.

MARCÍLIO LOURENÇO

Marcílio Lourenço destacou a importância de se fazer uma reflexão maior para a elaboração de uma agenda interna para garantir direitos já assegurados e avançar ainda mais, sem perder de vista a luta nacional diante das reformas, principalmente em relação aos direitos dos trabalhadores conquistados na Constituição de 1988. “Mais importante é que a categoria tenha a sensibilidade para construir uma grande agenda nacional. Hoje a luta maior é contra a elite brasileira que foi derrotada em 88”. Segundo Marcílio, em 2008 a classe trabalhadora perderá ainda mais, por isso a necessidade de unificar a classe e o movimento sindical. “Nossas divergências são menores diante do que temos pela frente. Vamos à luta”, conclamou.

ANA MARIA RIBEIRO

Ana Maria Ribeiro externou a expectativa da CSD em obter avanços na organização dos TAEs para 2008. “Precisamos, para caminhar, entender o nosso mundo, quais as divergências reais, qual a necessidade de organização que passa pelo fortalecimento da CUT e da Fasubra, para juntos lutamos pelas principais bandeiras do movimento sindical e dos TAEs. Saúde, Educação e Carreira são os principais pontos, e são os nossos desafios para 2008”. Assim como seus antecessores, destacou a necessidade da união do movimento, mesmo com suas divergências. A dirigente encerrou com agradecimento especial aos funcionários do SINTUFRJ. “Se não tivéssemos um corpo de funcionários comprometidos com a nossa luta, nada aconteceria”, afirmou.

Convidados saúdam Congresso

Os convidados da mesa – Neuza Luzia, presidente da CUT-Rio, Léa Oliveira, uma das coordenadoras-gerais da Fasubra, a presidente da Adufrj e secretária regional do Andes, Cristina Miranda, e o representante da Reitoria, o pró-reitor Carlos Levi – apresentaram suas saudações. O professor Levi destacou a importância da atuação organizada dos trabalhadores para o fortalecimento da universidade. Segundo Levi, essa atuação permite a existência de interlocutores representativos quando se discute os caminhos da UFRJ.
Neuza elogiou a participação do SINTUFRJ nas campanhas empreendidas este ano pela Central que atuou nas ruas em prol de todos os trabalhadores, e destacou a ida de uma caravana a Santo Antônio de Pádua, interior do estado, em um ato de solidariedade de classe, exemplificando a necessidade da luta conjunta, independente de categorias diversificadas e correntes diferentes. “O movimento tem de estar unido contra o verdadeiro inimigo”, sentenciou.
Léa ressaltou a importância da realização do Congresso ainda no final deste ano para definir as lutas e as prioridades de 2008, principalmente partindo de um dos maiores sindicatos filiados, ainda mais quando a Fasubra estará completando 30 anos. “A mensagem da Fasubra é a de que os congressistas trabalhem mais pela unidade da categoria, fortalecendo o SINTUFRJ que está representado em vá-rias vozes, mas centrando os pontos que unificam. E que o Sindicato esteja nesta construção dialogando com a base, a Federação e a CUT, ajudando também a fortalecê-los.”
Cristina disse que, além da importância da realização do Congresso – que traça prioridades e necessidades do movimento –, o momento se faz mais especial quando se discute a Universidade e deve-se repensar seus caminhos. Para ela, a “adesão” ao Reuni desperta uma discussão profunda, principalmente em relação a uma universidade aberta a todos e não apenas para a elite.

Visões diferentes sobre a luta sindical

A compreensão sobre o quadro político e a caracterização do governo Lula dividem sindicalistas


Jorge Luiz Martins é representante da Intersindical, grupo que discute a organização de uma nova central sindical. Ele foi um dos debatedores da segunda mesa do dia 10, com uma análise da situação do movimento e do país: “Quem tem dinheiro paga (por direitos como saúde e educação), quem não tem fica na fila”, comentou dizendo que as responsabilidades do Estado estão sendo transferidas para iniciativa privada. Além da redução do papel do Estado, ele identifica uma brutal reestruturação produtiva, com milhares de empresas fechadas e trabalhadores levados à exaustão. Para piorar, com a reforma da Previdência e a mudança da aposentadoria pelo tempo de serviço para tempo de contribuição, os que não têm carteira assinada jamais vão se aposentar.
Diante de um quadro como esse, é preciso ter capacidade mínima de crítica: “Se é um governo de composição, os trabalhadores têm que cobrar a sua pauta, porque a burguesia cobra a dela. Acho que a CUT e o movimento sindical tinham que organizar uma agenda de exigências. Hoje temos que fazer a defesa das poucas conquistas na Constituição de 88, uma plataforma que reúna servidores e todos os trabalhadores. Não dá para servir a dois senhores, ou serve ao capital ou aos anseios do povo”, concluiu.


Neoliberalismo

Rosane Silva, secretária de Política Sindical da CUT, comentou os efeitos do neoliberalismo nos anos 90, com a reforma administrativa e a reestruturação produtiva e a flexibilização dos direitos trabalhistas. Ela lembrou também que foi um período de combate aos sindicatos e à CUT, com a criminalização da organização sindical.
Na visão da secretária da CUT, a retomada do emprego e de direitos trabalhistas permite melhor situação para a luta de sindical. Mas ela se pergunta como romper com o corporativismo e acredita que isso pode ser feito com a ruptura de mecanismos como a existência de dois sindicatos no mesmo local de trabalho. No nosso caso, por exemplo, a existência do sindicato dos professores e dos técnicos-administrativos, já que somos todos trabalhadores. Ela apontou ainda a importância da CUT com sua capacidade de mobilização da classe trabalhadora, da luta nas ruas e negociações e importância da luta nas ruas pela derrota de projetos como o das fundações estatais e a pressão pelo direito de negociação coletiva no serviço público nas três esferas.
A secretária da CUT, Lúcia Reis, abordou os principais temas que estão em debate no setor público hoje, como o PLP 01, projeto limitador de despesas, o projeto da fundação estatal, a previdência complementar para o setor público federal, a garantia da negociação coletiva aos servidores e a regulamentação do direito de greve para o segmento.
O PLP 01 está em debate na Câmara dos Deputados desde janeiro, mas, segundo ela, após as mobilizações realizadas e a ação incisiva da CUT e entidades fi-liadas, ao longo de 2007, o relator e o líder do PT na Câmara abriram negociação com as entidades sindicais.
Segundo explicou, existe no Congresso um conjunto de projetos que garantem o direito a negociação, mas todos estão parados. Ela contou que se acertou com o governo que a garantia à negociação coletiva precede a regulamentação do direito de greve. Ficou acertado ainda o envio ao Congresso da ratificação da Convenção 151 da OIT que trata da negociação para os servidores e que deve ser enviada em breve.
A depender da regulamentação, pode-se restringir e inviabilizar o direito à greve para os servidores garantido na Constituição. Está em tramitação na Câmara dos Deputados um PL substitutivo que restringe o direito de greve dos servidores, define como essencial quase todo o serviço público e caracteriza os dias parados como falta injustificada.

Seleção Feminina de Futebol no Congresso

As jogadoras Aline Pelegrino e Renata Costa, da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, estiveram na quinta-feira, dia 13, no 9º CONSINTUFRJ, agradecendo ao Sindicato o incentivo ao esporte. “Se todos fossem assim a situação do futebol feminino seria diferente”, disse Aline. A treinadora Carla Nascimento foi homenageada pelas jogadoras.
O coordenador do SINTUFRJ, Francisco de Assis, parabenizou a iniciativa do Sindicato no apoio ao futebol feminino e infantil. O coordenador Marcílio Lourenço parabenizou a atuação das craques e a coordenadora Ana Maria Ribeiro atribuiu às jogadoras a atenção especial que a diretoria vem dando à modalidade.
Na sexta-feira, dia 14, as jogadoras foram à Vila Residencial para o “batismo” da Escolinha de Futebol do SINTUFRJ, coordenada por Jorge Pierre e Jorge Ignácio. Mais de cem crianças participaram do evento, tiraram fotos e ganharam autógrafos das jogadoras.

Mídia e política sindical na mesa de conjuntura

Segundo palestrante, movimento sindical não dá importância devida à comunicação


O debate sobre conjuntura nacional, no primeiro dia do 9º CONSINTUFRJ, garantiu à categoria a oportunidade de se informar mais sobre tevê digital e tevê pública e de discutir as perspectivas futuras do movimento sindical, após um balanço, sob óticas diferentes, das lutas em curso e da relação dos trabalhadores organizados com o governo federal.
Esta mesa foi composta pelo dirigente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Adeilson Telles, pelo coordenador da Fasubra, Luiz Antônio Silva e ex-diretor do Sintuff e graduando da UFF em Estudo de Mídia, Zeliuto Moreira Gomes. Cada palestrante teve 20 minutos para expor suas idéias. O debate foi mediado pelo coordenador-geral do SINTUFRJ, Marcílio Lourenço.

A comunicação

Zeliuto abriu sua palestra chamando a atenção para a importância da Comunicação como um instrumento poderoso de luta. “Me incomoda, há mais de 20 anos, que o movimento sindical não se preocupe com a importância estratégica da comunicação. Sugiro que o movimento sindical atente para as questões que envolvem o campo da comunicação, não apenas como um elemento instrumental para suas relações orgânicas, mas como um eixo estratégico e permanente de ação política na sua relação com a categoria, e na busca da afirmação de sua identidade”.
Ele citou o caso Renan Calheiros, que chamou de “minissérie” Renan, para ilustrar o poder que a mídia tem de distorcer fatos e pautar o que lhe interessa que a sociedade discuta. Segundo Zeliuto, a mídia conseguiu tirar de foco o que motivou a abertura de processo de cassação do senador, que foi a denúncia de que era dono de uma empresa de comunicação, adquirida por movimentação financeira duvidosa, evidenciando o uso da representação pública em causa própria, para a namorada Mônica Veloso, transformada em fetiche com capa na revista masculina Playboy.

TV digital

Na visão de Zeliuto, o que deve interessar à sociedade, e em particular ao movimento sindical, não é saber qual o conversor que deve ser comprado para ter em casa som e imagem de cinema. “Temos que nos preocupar é se o novo sistema possibilitará maior democracia. Se essa nova tecnologia traz possibilidades de mudanças na cultura das práticas comunicativas na nossa sociedade.
Esse novo sistema de TV assegura à sociedade canais públicos, como o Canal IFES, rede de TVs Universitária. Mas uma demanda que segue seu curso à margem da nossa atenção”, alertou o palestrante.

“Pensar novas formas de luta”

Para o dirigente nacional da CUT, Adeilson Telles, a tarefa no momento do movimento sindical é pressionar para barrar a política de flexibilização no mundo do trabalho, que pretende a desregulamentação e redução do sistema de proteção ao trabalhador, em particular do serviço público. “Essa é uma tese hegemônica sustentada pela imprensa a pretexto de elevar o nível de emprego, e que abre uma clivagem entre os setores públicos, dos “privilegiados”, e o setor privado”, afirmou.
Adeilson apresentou dados estatísticos para chamar a atenção dos presentes ao auditório do Quinhentão sobre a necessidade do movimento sindical repensar suas ações, “se quiser interferir nessa realidade”. Segundo o cutista, hoje o desemprego atinge de 15 a 20 milhões de pessoas; 9,1 milhões de trabalhadores estão na informalidade – mais de 90% da força de trabalho; 1,2 milhão de empresas atuam com 5 empregados – 80% delas ilegais; e 50% dos ocupados são informais ou ilegais.

Desafio para os sindicatos

Para o dirigente da CUT, cabe ao movimento sindical como um todo atuar para garantir o fortalecimento permanente da negociação coletiva; da inclusão dos trabalhadores informais e ilegais no mundo do trabalho e no sistema de proteção social; e de intervenção na definição das políticas públicas. Segundo Adeilson, a Central tem como bandeiras de luta prioritárias a produtividade do trabalho, via negociações coletivas e de valorização do salário mínimo. E dentro do tema jornada de trabalho desancadeia uma frente por, redução das horas extras, fim do trabalho noturno e aos domingos e do trabalho em turnos ininterruptos.

“No mundo segue a política imperialista”

Uma política imperialista que, segundo o coordenador da Fasubra, Luiz Antônio de Araújo Silva, não tem nenhum respeito à humanidade e que vive de saques aos países pobres. “Viemos de duas décadas difíceis para os trabalhadores, quando milhares de postos de trabalho foram extintos e o trabalho foi precarizado”. Na análise do dirigente, isso ocorreu com o intuito de jogar na consciência do trabalhador a necessidade de abertura dos mercados.
Para Luiz Antônio, o governo Lula mostrou que não governava para os trabalhadores quando, logo no início do seu primeiro mandato, promoveu a reforma da Previdência Social. Nesse momento, disse, deu-se a cisão do movimento sindical. “Os órgãos de classe se dividiram por leituras diferenciadas da relação com o governo, e, com isso, segue a política nociva contra os trabalhadores”, afirmou. Ele também fez críticas à mídia. “Não se fala mais no pagamento da dívida externa, porque a mídia mascarou a informação para garantir, como sempre, o capital”. Da mesma forma, disse, segue agindo em relação a mais uma reforma anunciada da Previdência Social. “A mídia propaga que o país para investir precisa reformar a Previdência. Mas essa política de precarização da seguridade foi experimentada em outros países e não deu certo, aprofundando o desemprego e o empobrecimento das populações”.
Na avaliação de Luiz Antônio, no seu segundo mandato, o presidente Lula ampliou o leque de contradições. “Trouxe o polêmico PAC com intuito de garantir o desenvolvimento do país e uma agenda neoliberal, que inclui o ataque ao direito de greve do funcionalismo público, a tentativa de precarizar a educação e a saúde com o projeto de criação das fundações estatais de direito privado”.

Compromisso com a luta


Os trabalhadores do SINTUFRJ tiveram participação relevante nos quatro dias de realização do Congresso. No credenciamento de delegados, na recepção aos convidados, no transporte de pessoas, na infra-estrutura que ofereceu condições eficientes para a realização dos debates e na cobertura jornalística do evento. Para todos nós, foi uma experiência de trabalho e conhecimento.

Congresso em números

77
Total de locais de trabalho.

67
Realizaram reuniões e elegeram delegados.

5
Não elegeram delegados e não quiseram indicar observadores: Inst. Matemática; PR-2; Inst. Economia; Inst. de Física e SG-6.

2
Indicaram observador: Esc. de Música e Casa da Ciência.

3
Não realizaram a reunião: NUPEM; Inst. Bioquímica Médica e Pólo Náutico.

144
Delegados eleitos nos 67 locais de trabalho.

23
Delegados eleitos faltosos.

3
Suplentes credenciados.

124
Total de delegados credenciados.

Compromisso com a luta

Os trabalhadores do SINTUFRJ tiveram participação relevante nos quatro dias de realização do Congresso. No credenciamento de delegados, na recepção aos convidados, no transporte de pessoas, na infra-estrutura que ofereceu condições eficientes para a realização dos debates e na cobertura jornalística do evento. Para todos nós, foi uma experiência de trabalho e conhecimento.

Locais de trabalho dos delegados faltosos:

Subprefeitura da PV (2); Escola Politécnica (1); IPPMG (2); FACC (1); HU/Adm. (2); INDC (1); FAU (1); CAp (1); Prefeitura (1); EEAN (1); Inst. Psiquiatria (2); Museu Nacional (1); PR-3 (1); Div. Transportes (1); EEFD (1); Inst. Nutrição (1); COPPE (2); IMA (1).

Todos devem se unir em defesa da Educação

O diretor de Educação da Fasubra, José Miguel Ferreira, abriu o debate sobre educação – na manhã do dia 11 – comentando que o SINTUFRJ tem tido papel determinante na luta, participando do GT-Educação e contribuindo para o Projeto Universidade Cidadã para os Trabalhadores da Fasubra. Ele acredita que “devemos evitar nos dividir enquanto nossos inimigos se unem”. E deu um exemplo, quando diretores de HUs, ministros do Planejamento, da Educação e da Saúde se reúnem para discutir a transformação de hospitais universitários em fundações: “O que defendem é muito parecido: ou mudamos o rumo ou vai passar o que eles querem”, comentou.
Ele explica que o relatório do GT-Educação diz que o Reuni, da maneira que está, não consegue atingir as metas para as quais se propõe. “Passar para 90% os que conseguem se formar com aumento em 20% a injeção de recursos é uma temeridade. O primeiro é preciso levantar a força de trabalho, em que situação estamos trabalhando”, comentou. Mas ele ponderou que há elementos baseados nas propostas do movimento, de democratização de acesso, políticas de permanência, que devem ser considerados. “A tarefa para o próximo ano é dar seqüência ao aprimoramento do Projeto Universidade Cidadã para os Trabalhadores”, avaliou.

Estudo

Albana Lúcia, coordenadora de Políticas Sindicais, explicou que, para Gramsci, educar é libertar, e para Paulo Freire, é desenvolver a valorização humana, com incentivo a sua criatividade e estímulo à consciência diante da realidade. Para Freire, não é preciso necessariamente primeiro educar para depois transformar. Segundo ela, é falsa a afirmativa de que no governo Lula se inicia uma nova etapa e que o processo de reforma neoliberal persiste com vários instrumentos, como projetos como a Fundação Estatal de Direito Privado e o Reuni.
A coordenadora-geral do SINTUFRJ, Ana Maria Ribeiro, apresentou estudo sobre o projeto de Reestruturação e Expansão da UFRJ, para que a categoria possa intervir no debate que se abrirá no próximo período. Apresentou a legislação sobre a educação no país, as suas modalidades. Ela explicou que a criação de cursos indefinidos, do ponto de vista da inserção profissional – com bacharelados interdisciplinares, reforça o emprego informal, o perfil para a pesquisa e prolonga a estada na universidade para os que desejarem um curso profissional. O ciclo básico, por sua vez, já é adotado na UFRJ – em cursos como do Instituto de Biologia e Comunicação e, nos moldes adotados, tem repercutido positivamente entre os estudantes. Ela critica a redução do tempo de atividade acadêmica, estabelecendo uma carga horária mínima que não reflete o que muitos educadores e profissionais apontam como suficiente para uma formação básica.

Crise nos HUs

A substituição de palestrantes, que faltaram por problemas de última hora na agenda, não comprometeu a qualidade da mesa sobre Saúde, no primeiro dia do Congresso do SINTUFRJ. O debate intermediado pelo coordenador-geral do Sindicato, Francisco de Assis, provocou uma calorosa discussão sobre a crise nos HUs e a saúde dos trabalhadores.
Compuseram a mesa do debate a coordenadora de Políticas Sociais do SINTUFRJ, Noemi Andrade, o coordenador de Educação da Fasubra, José Miguel Ferreira, e o coordenador de Controle Interno do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e representante daquela unidade hospitalar no Conselho Distrital de Saúde, na AP 3.1, Maury Cantalice.

Diagnóstico

O comprometimento dos trabalhadores dos HUs não impede que os hospitais universitários deixem a desejar no atendimento à população, e a causa do problema é a permanente crise financeira, afirmou José Miguel. “A Fasubra é contra as fundações estatais de direito privado, e defende que o Ministério da Educação continue responsável pelas verbas de custeio, mas que outras verbas cheguem aos HUs através dos ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia”, disse.
Ele não concorda que os HUs sejam considerados hospitais de rede, mas admitiu que ao longo dos anos os hospitais universitários se tornaram vitais para a maioria da população, e que em algumas cidades os HUs são as únicas unidades públicas de saúde existentes. Defendeu o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e uma melhor distribuição das verbas. Lembrando que tramita na Câmara a Emenda Constitucional nº 29, que define os recursos para a saúde.
Já Noemi Andrade acredita que os problemas dos HUs não se resumem apenas a financiamento; têm também a ver com a gestão. “São poucas as universidades federais que ministram cursos de gestão e gestão hospitalar, e quem estudou nas Estácio de Sá da vida não tem uma visão humana. Precisamos formar os nossos dirigentes hospitalares, como promover mudanças curriculares no curso de Medicina”, afirmou.
Defender o SUS, segundo a dirigente, é uma questão de cidadania, e tarefa do movimento sindical comprometido com a saúde de todos os trabalhadores. “Só assim vamos acabar com a ‘segunda porta’, que são os planos de saúde”. Na avaliação de Noemi, hoje ninguém da área da saúde tem coragem de defender as fundações estatais de direito privado, e que a discussão agora sobre os HUs deve ser feita em paralelo com a discussão do novo modelo de universidade pública federal que está posto.

Terceirização

Segundo Maury Cantalice, o pagamento de terceirizados do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho consome um terço do dinheiro pago do contrato com o SUS para a assistência à população. Em 2007, do total de 3.500 trabalhadores do HU, 900 são terceirizados, e a escassez de mão-de-obra tende a piorar no hospital em 2008 com a aposentadoria prevista de 30% dos servidores. Disse que a dupla porta no HU são os 12 planos conveniados para procedimentos cirúrgicos, mas que o hospital tem quatro anos para passar todos os seus leitos para o SUS.

Carreira no centro do debate

A concepção de carreira defendida pela Fasubra tem o PCU como referência


Na terça-feira, dia 11, à tarde, o debate focou nas questões relativas à carreira dos técnicos-administrativos, com presença de Tônia Duarte (ASSUFRGS), do GT-Carreira da Fasubra e da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira, Luiz Osório (ASSUFPEL), também do GT-Carreira da Fasubra, e José Almiran Rodrigues, diretor de Administração e Finanças da Fasubra. Tônia Duarte abriu a mesa lembrando a concepção de carreira defendida pela Federação, que luta pelo PCU. “A Fasubra defende um pensar a carreira dentro do serviço público na qual o cargo seja único. Uma carreira que tenha como princípio a valorização do trabalho e que pense qual modelo de universidade pública queremos”, declarou.

Segundo Tônia, houve uma desconstrução na carreira, especialmente no conceito de classe. “A Fasubra, no momento da greve, elaborou, equivocadamente, uma proposta visando solucionar um problema, mas que acabou culminando com a quebra da linearidade”, afirmou. Ela colocou como proposta a ampliação do número de níveis de capacitação para reaproximar os níveis C e D do E. “Podemos repensar os números de níveis de classificação e de repente juntar os níveis A e B, ou pensar a existência de um nível depois do E. Mas a questão central é que o tratamento seja linear”, afirmou.
Um outro ponto levantado por Tônia, e também debatido pelos outros palestrantes, foi o problema do desvio de função na categoria. “Cerca de 30% da categoria realiza atividades compatíveis com níveis E, D e C, mas possui seu salário de servente até hoje. Isso é injusto e mexe com a dignidade das pes-soas”, afirmou.

Negociações a partir de janeiro

Almiran, segundo debatedor, trouxe uma importante notícia para a categoria: a partir do dia 18 de janeiro de 2008, a Fasubra terá 90 dias para discutir com o Ministério do Planejamento a questão da racionalização e negociar o Anexo 4 da lei de carreira (percentual de incentivo à qualificação). “É importante que a categoria esteja afinada nestas questões”, disse. Ele destacou a importância da greve de 2005 para o fortalecimento da greve de 2007, que foi pelo aperfeiçoamento da carreira. “Em 2007 o processo de negociação foi bem difícil. Quando recuamos em nossas posições foi porque a conjuntura também impôs”, defendeu-se.
Almiran também comentou o problema da quebra da linearidade, dizendo que a categoria hoje está se dividindo porque seus conceitos de carreira estão sendo quebrados, como a questão da linearidade. “O governo, em sua concepção, avança muito mais na questão da produtividade e não no avanço da carreira. Optou-se por quebrar a linearidade para se atingir mais rapidamente metas e questões salariais, que num outro momento seriam reajustadas”, explicou.

O papel do servidor

Luiz Osório abordou o papel do servidor público na universidade e seu processo de construção da história. Ele discutiu qual o papel do servidor, que deve trabalhar com a idéia de que é necessário pensar o trabalho como uma forma de contribuir para que a população tenha o direito de cidadão assegurado. “É preciso sempre lembrar e ter como referência que o servidor trabalha para o cidadão, que muitas vezes acaba ficando secundarizado no trato diário, devido às questões da carreira, que muitas vezes nos desanima”, disse.
Ele afirmou que fazer carreira para a categoria é um grande desafio, já que esta é subdividida em 300 cargos, com diferentes escolaridades e atribuições. Para Osório, é preciso desenhar as reais necessidades da categoria, a fim de que todos se sintam contemplados pela carreira. E voltou a citar o desvio de função, já comentado por Tônia, como um limitador. “Só evoluiremos na carreira se tivermos qualificação com planos de desenvolvimento, estímulos ao servidor e reais chances para que todos possam ser contemplados de igual forma”, comentou.
Osório alertou para o risco que a unidade da categoria corre com a mudança da tabela. “É preciso rever a tabela alterada, que coloca o trabalhador da classe D 14 patamares abaixo da classe E, o que significa dizer que esse trabalhador demorará 28 anos para alcançar o salário de um trabalhador da classe E. Isso é razoável para nosso projeto? É preciso que o trabalhador sem escolaridade olhe para o projeto e se sinta contemplado, assim como também o trabalhador que possui doutorado. Sem isso dificilmente conseguiremos unidade nas greves e nas movimentações em prol da carreira”, finalizou.

AS RESOLUÇÕES DO 9º CONGRESSO DO SINTUFRJ

RELATÓRIO DA PLENÁRIA FINAL PROPOSTAS APROVADAS

>>> CONJUNTURA


1) Redução da Jornada de Trabalho sem redução de salário nos termos da luta empreendida pela CUT para todos os trabalhadores.

2) Ainda no sentido de fortalecer nosso sindicato: reformas democráticas-populares: reforma agrária, universitária, tributária, progressiva, democratização da gestão pública tendo como base o Projeto Universidade Cidadã para os Trabalhadores, tendo por norte os interesses da classe trabalhadora.

3) Contra qualquer Reforma da Previdência que retire Direitos dos Trabalhadores e dos aposentados.

4) Fortalecimento das Políticas Públicas, defendendo uma política de valorização dos serviços e dos servidores públicos.

5) Manutenção do veto à Emenda nº 3.

6) Construir com a CUT uma Agenda para o Desenvolvimento Social, com inclusão, democracia e soberania.

7) Lutar contra a corrupção no país, com punição dos corruptos e corrompidos.

8) Lutar por uma Reforma Política, com a participação dos trabalhadores.

9) Lutar por uma Reforma Tributária que desonere os trabalhadores com a redução dos juros cobrados pelos agentes financeiros.

10) Unificar os movimentos sociais atuando na Coordenação dos Movimentos Sociais, buscando a construção de uma Agenda Positiva, que prio-rize o debate acerca da Seguridade Social.
11) Contra o PLP 01/2007 e PLS 611/2007, que limita as despesas com funcionário público.

12) Ação unificada com o conjunto dos(as) trabalhadores(as) na luta contra qualquer reforma que retire direitos do trabalhador ativo e aposentado.

13) Mobilização permanente da categoria, visando à garantia do Termo de Compromisso, firmado na Greve, com todos os meios de mobilização para assegurar o seu cumprimento, inclusive com assembléias itinerantes.

14) Lutar contra qualquer regulamentação que restrinja o direito de greve.
15) Cabe aos sindicatos organizados comprometidos com as categorias de trabalhadores(as) e com o Brasil para os brasileiros, e neste caso ao SINTUFRJ em particular, defender os seguinte encaminhamentos futuros:
a) Ser contra o desmonte do serviço público e a entrega do patrimônio do País e de seu povo;
b) Suspensão da criminosa entrega das terras amazônicas;
c) Reforma Agrária e Urbana com terra administrada pelos movimentos sociais – construção de moradia de qualidade nas cidades e incentivo a volta ao campo dos migrantes que foram forçados a abandonar as suas atividades rurais;
d) Investimento maciço em saneamento básico pelo Poder Público, com a garantia de distribuição de água potável;
e) Acabar com a vergonhosa DRU, que desvia verbas do fundo público que deveriam ser destinadas à educação e à saúde.

16) Suspensão do pagamento da dívida pública.

17) Os trabalhadores devem estar juntos com os movimentos sociais nos fóruns de discussão sobre o meio ambiente, em especial:
– A lei de concessão de florestas;
– Projeto Rio Madeira;
– A transposição do Rio São Francisco;
– Contra os leilões das reservas de petróleo.

>>> ORGANIZAÇÃO SINDICAL

1) Que o jornal do sindicato faça rotineiramente matérias divulgando as ações políticas desenvolvidas pela CUT e pela Fasubra.

2) Desenvolvimento de ações para trazer a categoria aos fóruns do Sintufrj;

3) Investimento em formação política dos delegados, preparatório aos Congressos.

4) Organização de atividade, promovida conjuntamente com a CUT, de formação política e sindical.

5) Instalação do Conselho Sindical de Base na primeira semana do mês de maio de 2008.

6) Investimento da Organização Sindical em instrumentos de comunicação com a sociedade, de imediato, de denúncia contra o desmonte do Serviço Público, a depender da disponibilidade financeira da Sindicato em uma, ou mais, das seguintes modalidades:
out-door, out-bus, faixas, cartazes, panfletos, carta à população etc.

RELATÓRIO DA PLENÁRIA FINAL – PROPOSTAS APROVADAS

>>> educação e saúde

EDUCAÇÃO
1) Defesa da Universidade Autônoma, gratuita, pública e democrática, garantindo a implementação da Universidade Cidadã para os trabalhadores.

2) Defesa da utilização dos recursos públicos para gestão e expansão da UFRJ.

3) Não entendemos o Reuni como o projeto ideal, porém não podemos nos excluir deste debate e das ações provocadas por ele.

4) PDI – participação ativa de todos na reestruturação estatutária da UFRJ, atuando também nas instâncias deliberativas, tais como Congregações das Unidades, CEG, CEPG, Consuni e todos os órgãos políticos representativos.

5) Em defesa da expansão dos campi vinculada a uma política de assistência estudantil.

6) Em defesa da oferta de cursos para a base com temáticas sobre políticas públicas, autonomia, democracia etc.
7) Defendemos o término das Fundações e a criação de mecanismos de controle financeiro das Ifes.

8) Incentivo à política de inclusão social de forma ampla que contemple diversos setores, tais como Educação em LIBRAS, acessibilidade etc.

9) Garantir os direitos dos técnicos-administrativos em educação à capacitação e ao desenvolvimento profis-sional, orientando-os sobre o assédio moral.
10) Para atender melhor às questões referentes à educação dos trabalhadores, faz-se necessária a presença maciça do sindicato em todas as unidades para levantar as demandas locais.

SAÚDE
Defendemos:
1) Integração da DVST com os HUs proporcionando melhor atendimento aos servidores.

2) Melhoria nas instalações físicas da DVST, tais como localização, suporte tecnológico etc.

3) Incrementar os abaixo-assinados contra as fundações estatais de direito privado;

4) Abertura de concurso público, vinculado à Universidade, suprindo o quadro técnico-administrativo dos HUs.

5) Reivindicar a disponibilização de serviço de pronto atendimento e emergência dos HUs para os funcionários técnico-administrativos da UFRJ e docentes.

6) Promover ações para orientar e conscientizar acerca do assédio moral.

7) Incentivar a participação dos técnicos-administrativos em cursos na área de saúde nos termos do PCCTAE, de forma igualitária e não excludente.

8) Política de promoção à prevenção.

9) Instalação das Colsats.

10) A Diretoria do SINTUFRJ deve organizar uma discussão sobre os procedimentos de adesão ao plano de saúde.

11) Divulgação da Ouvidoria da UFRJ.

>>> carreira dos técnicos-administrativos

A meta principal de luta e o PCU (plano de cargo único). Nesse ínterim, lutamos por aperfeiçoar o atual
PCCTAE, e podemos destacar os seguintes tópicos:

1) Ascensão funcional: somos favoráveis à alteração do inciso 2 do art. 37 da Constituição Federal, sem a restrição imposta pelo projeto de impedir a participação do servidor não-estável e que o percentual deva ser, no mínimo, de 30% das vagas por cargo. Que a restrição de acesso não seja a falta de estabilidade no serviço publico e, sim, o tempo de serviço publico federal (10 anos), resguardando as negociações em conjunto com as demais entidades dos SPFs na luta pelo retorno da ascensão funcional.

2) Concepção de carreira: estrutura e matriz salarial. Resgatar a linearidade, através do aumento de 2 para 4 níveis de interpolação e de 4 para 7 os níveis de capacitação, tendo como referencia a matriz de 2006, em até 3 anos, a partir do início da implementação.

3) Garantir o piso histórico de 3 sm e step de 5%, constante.

4) Racionalização: lutar pela recuperação dos cargos em extinção, conforme proposta da Fasubra, e que se busque cargos mais genéricos que incluam os cargos em extinção. Reabrir o debate sobre o número de níveis de classificação, observando e respeitando a concepção de carreira, respeitando os critérios de escolaridade, experiência, responsabilidade, risco e esforço. Alteração do artigo da Lei nº 11.091, que instituiu a racionalização, para viabilizar a implantação das alterações.

5) Reativação da assessoria técnica de carreira da Fasubra e parecer sobre as implicações sobre o PCCTAE do resultado da greve de 2007.

6) Retomada das discussões dos grupos de trabalho ligados a carreira, tanto em nível local, quanto nacional.

7) Retomada da agenda de reuniões da CNNS, com denúncia ao não-cumprimento da Lei nº 11.091 e ao acordo de greve de 2007.

8) DPC: defender o macro-cargo por áreas finalistas; utilização, por parte dos órgãos das Ifes, de escolas regionais de governo para desenvolvimento da carreira; garantias dos direitos adquiridos pelo servidor nos órgãos de origem, no âmbito do Poder Executivo, em caso de transferência e lutar pela manutenção da paridade entre ativos e aposentados.

9) Anexo IV: lutar pelo aumento dos percentuais de incentivo a qualificação, com o mínimo de 3 níveis de escolaridade acima da exigência do cargo.

10) PL 248/98: lutar pela não aprovação.

11) PLS 611/07 (antigo PLP 01/07) – lutar contra a sua aprovação.

12) Fundações estatais de direito privado: lutar contra o projeto.

13) Garantir o retorno dos critérios de aproveitamento de cursos de capacitação, nos moldes da fase de enquadramento, em que se levava em consideração o cargo e/ou o ambiente organizacional.

14) Que a direção do SINTUFRJ cobre da Reitoria da UFRJ a implementação do PDI, PDIC e os Programas de Desenvolvimento e que o SINTUFRJ leve à Fasubra a mesma cobrança junto à Andifes e ao MEC.

15) Lutar pela implementação de 1% da folha de pagamento das Ifes para aplicação nos planos de desenvolvimento da carreira.

16) Exigir da Federação um calendário de debates junto à base sobre os pontos a serem discutidos na MNNP (mesa nacional de negociação permanente).

RELATÓRIO DA PLENÁRIA FINAL – PROPOSTAS APROVADAS

>>> Alterações Estatutárias

1) Alterações de artigos referentes aos Delegados Sindicais de Base.

Houve consenso no Grupo no diagnóstico, da necessidade de maior discussão sobre os limites e do papel dos Delegados Sindicais de Base frente à nova estruturação da carreira, sendo necessário aprofundar a discussão. Constituição de uma comissão específica, composta por 8 (oito) integrantes, que terá como tarefa a elaboração de propostas de alterações estatutárias relativas ao tema, Participação da Base no SINTUFRJ – Delegados(as) Sindicais de Base, encaminhando à esta comissão as propostas apresentadas no 9º CONSINTUFRJ, a serem levadas a um Seminário no mês de abril de 2008, organizado pela Direção Executiva do SINTUFRJ.
As propostas produzidas por esta Comissão e pelo Seminário serão objeto de deliberação de um Congresso Extraordinário convocado especificamente para discussão de alteração no Estatuto relativo a este tema.

Propostas que serão levadas à comissão e discussão com a base, apresentadas no 9º CONSINTUFRJ, sem prejuízo de outras que surgirão no debate:

CONLUTAS (na Tese) - Capítulo IV - Seção I - Artigo 26, Inciso XVII, passando a vigorar o seguinte texto: Implantar num prazo máximo de 3 (Três Meses) a contar da data da posse da nova Diretoria o Conselho de Delegados e Delegadas Sindicais. Para tanto elegendo nos dias imediatos à posse os respectivos Delegados e Delegadas Sindicais. Sem o qual o novo mandato não poderá vigorar.

TRIBO (Na tese não apresentou nem artigos, nem nova redação, apenas idéias) - No grupo apresentou as seguintes propostas:
Art 19 – Incluir um parágrafo único – O conselho de delegados sindicais de base será instalado até 30 dias após a posse da direção em que será lavrado o ato de posse dos delegados.
Art 22 – alteração de redação substituindo dos conselheiros e conselheiras por LOCAL de TRABALHO.
Art 44 – nova redação: Os delegados sindicais serão eleitos(as) diretamente, em escrutínio secreto em processo conjunto com a direção, porém em cédulas separadas por local de trabalho.
Criar novos parágrafos: 1 – Nos locais de trabalho que não haja inscritos ao pleito de Delegados Sindicais de Base a direção realizará o processo durante o primeiro semestre de mandato. 2 – Os locais de trabalho em que a representação de base seja igual ou superior a 4(quatro) membros o processo será por chapa obedecendo ao mesmo princípio para a direção.
Art 45 – nova redação: O mandato do(a) delegado(a) sindical será de 2 anos permitida a reeleição. § 1º alteração – substituir a palavra eleito por INSCRITO.
Art. 47 – supressão.

2 ) Alteração no Art. 5º - INCLUSÃO
– Artigo 5º - (...) § 4º. Poderão ser admitidos(as) como filiados(as) ao SINTUFRJ os(as) pensionistas e os trabalhadores em educação com matrícula original da UFRJ redistribuídos para outros órgãos do serviço público federal, que passam a ser denominados de sócios especiais.

3) Alteração no Art. 13 - ALTERAÇÃO
– O Congresso do SINTUFRJ se reunirá ordinariamente de dois em dois anos (...)

4) Alteração no Art. 50 - ADEQUAÇÃO
– Inciso II - Retirar a palavra anualmente.

5) Art. 53
ALTERAÇÃO - Inciso I – mudar de 20% para 30%
INCLUSÃO – Inciso III – No caso previsto no inciso II, quando uma das chapas obtenha na soma dos seus votos 50% mais um dos votantes (soma total dos votos nas urnas), a chapa será declarada vencedora e assumirá todos os cargos da Diretoria Executiva.

6) Correção no Estatuto do artigo 82 que faz referência ao artigo 65 quando o correto é referência ao artigo 67.

7) Amadurecer junto à categoria a discussão de dois pontos:
1 - a filiação, como sócio especial, dos trabalhadores terceirizados existentes na UFRJ;
2 - discutir políticas para trazer os docentes para maior participação no SINTUFRJ.

>>> ELEIÇãO DO CONSELHO FISCAL - 2007/2008

O Conselho Fiscal é composto de cinco conselheiros e aberto o período de inscrição de candidatos, se inscreveram cinco sindicalizados como candidatos a titular e quatro a suplentes. Sendo assim, foi aprovado por unanimidade os seguintes nomes para compor o Conselho Fiscal do SINTUFRJ:

Titulares
Aluisio Cícero do Nascimento (Fac. de Letras)
Carlos José da Costa Quintas (Inst. de Geociências)
Marco Aurélio Schietti Rodrigues (PR-5)
Sebastião Raimundo de Lima (Sub-Prefeitura da PV)
Vera Lucia Fernandes de Lima Sotero (Decania CCS)

Suplentes
Leandro Costa da Silva (PR-1)
Luiz Alberto Lima Moreira (Fac. de Direito)
Maria da Glória Pagano (Inst. Microbiologia)
Teresinha Lima de Sousa (Aposentada)

>>> bALANÇO DE GESTÃO

1) Repensar o contrato coletivo de trabalho dos funcionários do Sintufrj.
Aprovado o encaminhamento: Tendo em vista que a Diretoria do sindicato já agendou um seminário interno sobre o assunto, a ser realizado na 2ª quinzena de fevereiro de 2008 com a participação de representantes da Diretoria e do corpo dos funcionários do sindicato, e a participação de delegados sindicais de base após o qual será submetido a uma instância superior.

2) Reavaliar a dívida do passivo trabalhista.
Aprovado o Encaminhamento: A Diretoria do sindicato reafirma o compromisso de pagar o passivo trabalhista referente às progressões de 1999/2005, tendo sido os pagamentos dos interstícios 2003/2005 e 2005/2007 implementados já no ano de 2007 (novembro). Existem cálculos feitos pela contadora sobre o passivo de 1999/2005 e o pagamento será efetuado com base no planejamento orçamentário do sindicato.
(resguardado o acerto das datas – ver na CAF)
3) Discutir o planejamento do próximo ano do CPV, procurando parcerias para financiamento do projeto.
Aprovado o encaminhamento: O grupo endossa que a Coordenação de Educação, junto ao conselho do CPV, estará reavaliando o projeto, assim como buscando novos parceiros para viabilizar o projeto com os sindicatos que participam do CPV e entidades públicas ligadas à área de educação e cultura.

4) Elaborar um plano de recuperação financeira voltado para o aperfeiçoamento das atividades que correspondem aos interesses da categoria.
Aprovado o encaminhamento: O grupo propõe que a contribuição oferecida pela Tribo seja remetida para a primeira reunião de Diretoria no ano de 2008 para apreciação e deliberação.

5) Racionalizar os gastos do Sindicato que envolvam doações a outras entidades externas a UFRJ;

6) Elaborar o orçamento participativo com percentual mínimo pré-defino para as coordenações.

>>> auditoria

O 9º CONSINTUFRJ resolve encaminhar para análise, da Assessoria Jurídica do SINTUFRJ, para no prazo máximo de 60 dias, a contar do dia 17/12/2007, a proposta do Grupo de Trabalho que discutiu o tema de Auditoria das contas do Sindicato no período de 1989 a agosto de 2003, para que emita parecer consubstanciado à luz do Estatuto do SINTUFRJ e da legislação vigente.
Em caso de parecer de que não há implicações estatutárias e legais, a proposta apresentada pelo grupo será levada a uma Assembléia Geral para discussão e deliberação.

>>> Prestação de contas

Os delegados ao 9º CONSINTUFRJ aprovaram remeter a uma assembléia geral convocada especificamente com o ponto de pauta – Prestação de Contas, a ser realizada após o Carnaval de 2008, onde deverão ser trazidas as contas necessárias à aprovação, em conformidade com o que dispuser o Estatuto do SINTUFRJ.

 

17/12/2007

MOÇÕES APROVADAS POR UNANIMIDADE NO 9º CONGRESSO DO SINTUFRJ

EM DEFESA DO INSTITUTO DE NEUROLOGIA DEOLINDO COUTO/UFRJ

Histórico

O Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC/UFRJ) foi criado por deliberação do Conselho Universitário da UFRJ em 1946, há 51 anos, constituindo-se, segundo os termos de seu estatuto, em unidade responsável pela assistência, ensino e pesquisa em Neurologia.

Através da assistência na área da neurologia e neurocirurgia, propunha-se desenvolver, com mais vigor, as ciências neurológicas clínicas e básicas. É inconteste o caráter vitorioso dessa iniciativa, sob quaisquer indicadores que se pretenda utilizar: publicações, pós- graduação, graduação, extensão ou assistência.

A história do INDC mostra a adequação de sua produção à missão explicitada no seu regimento, ainda em vigor. A partir da produção da graduação e pós-graduação do INDC, semearam-se várias outras unidades assistenciais e de ensino/pesquisa no Brasil inteiro. Assim, construiu-se uma rede informal de Neurologia que tem, até os dias atuais, mantido a referência fundamental no INDC. Entretanto, as políticas das ultimas décadas de abandono das instituições pública teve seus efeitos no INDC, principalmente no quadro de pessoal, hoje reduzido a apenas 4 docentes e cerca 150 técnico-administrativos

Em 2004, o Professor Gianni Temponi, que ficou 16 anos à frente da direção do Instituto, aposentou-se pela compulsória. Indiscutível liderança interna, a sua sucessão criou um conflito entre os docentes do INDC. Em um processo de consulta interna, conduzido com muitas turbulências, indicou o Professor José Mauro de Braz Lima, como vencedor. O conflito entre os docentes levou o Reitor a uma intervenção, onde nomeou os candidatos para uma direção conjunta “pró-tempore”, sendo o Diretor Geral escolhido o Professor Jose Luiz de Sá Cavalcanti, que fora o último (3º lugar) indicado na consulta à comunidade. Situação que persiste até o dia de hoje.

O corpo de técnico-administrativos do INDC assistiu ao acordo temeroso. Desde o início o conflito entre as lideranças era óbvio. A comunidade acadêmica não foi chamada a opinar, sendo todas as questões decididas pelo grupo dos quatro professores.

Situação de Insustentável

A saída encontrada pela reitoria de intervenção e nomeação de uma direção pró-tempore, com certeza buscava a construção de uma unidade interna para que juntos pudessem trabalhar para o desenvolvimento e dinamização do INDC. Entretanto, não é esta a realidade em que os técnico-administrativos e demais membros da comunidade universitária assistem.

Do ponto de vista administrativo, as ações internas passaram a ser delegadas e centralizadas por apenas duas pessoas, supostamente com a anuência da direção.

Do ponto de vista assistencial e acadêmico, questões imediatas como a criação de um plano acadêmico para a inserção do INDC no contexto acadêmico da UFRJ; a certificação como Hospital Universitário junto ao MEC/Ministério da Saúde; a incorporação de novos professores e linhas de pesquisa; a adequação estrutural necessária ao desenvolvimento das atividades docentes e assistenciais foi, progressivamente, relegada ao segundo, ou terceiro, plano.

Em 2006, a Residência Médica (RM) em neurocirurgia foi posta sob diligência, tendo em vista estas inadequações. O grupo de residentes mobilizou-se no sentido de obter o compromisso de que as mudanças exigidas fossem atendidas em tempo hábil. O prazo esgotou-se e a Residência em Neurocirurgia foi descredenciada neste ano de 2007.

Os coordenadores da RM, ao buscarem integrar os residentes ao programa correspondente do HUCFF, para suportar a conclusão do curso aos atuais residentes do INDC se confrontou com a desautorização à realização de  qualquer cirurgia no  sistema nervoso central,  ocorresse no INDC, pelo diretor geral. As atividades neurocirúrgicas foram interrompidas (e assim estão até o momento), seguindo-se, surpreendentemente, a interrupção regular das internações clínicas neurológicas. São fatos gravíssimos os cometidos, por ação deliberada ou omissão, da atual direção “pró-tempore” do INDC. Todos os dias o corpo social se vê intimidado e impedido de expressar suas opiniões frente a políticas de perseguição, transferências de setor sem justificativas profissionais, criando um ambiente instável e de tensionamento nas de relações de trabalho.

Alguns destes já denunciados, através de processos junto às instâncias internas pertinentes da UFRJ (DVST /PR-4), configurando o assédio moral.

Não podemos estar submetido à esta lógica para perpetuar uma direção sem metas, sem nenhuma sombra de rumo acadêmico para a instituição, sem capacidade de empreender esta retomada do INDC como importante pólo acadêmico do setor saúde na UFRJ.

Em Defesa do INDC – eleição urgente

Frente a estes acontecimentos as lideranças da comunidade interna e membros da comunidade universitária estão se mobilizando.

O Professor Aloísio Teixeira, Reitor da UFRJ vem reafirmando o compromisso de regularizar a normalidade institucional das unidades sob intervenção da reitoria, já tendo sido realizado algumas eleições, como na Fac. de Direito e NCE.

O corpo de servidores do INDC mantém-se vigilante e ciente de suas obrigações, mas clama por uma solução imediata para a crise acadêmica desta importante unidade da UFRJ. 

Neste sentido, é urgente que o INDC/UFRJ venha se adequar à dinâmica do SUS no setor saúde, sabendo posicionar-se como uma das instâncias produtoras de conhecimento em saúde e como pólo de formação profissional, interagindo intensamente com as demandas da sociedade, concomitante ao desenvolvimento de  suas vocações acadêmicas no campo da neurociência aplicada . O governo federal aponta várias instâncias onde será possível uma interação autônoma com as demandas da sociedade.

O INDC necessita de séria reorganização de sua estrutura administrativa dirigente, adequação a uma nova dinâmica de gestão - com plena autonomia individual e coletiva, onde a democracia e o mérito acadêmico verdadeiro convivam indissociavelmente. Defendemos a autonomia, a democracia e a integração para discutirmos os rumos acadêmicos necessários e inadiáveis a curtíssimo prazo para o INDC. 

Para todos que estão acompanhando a situação do INDC torna-se vital, para mantê-lo viável, crescer interna e externamente como unidade universitária, capaz de suportar a qualificação de profissionais de saúde generalistas para a assistência neurológica fundamental, produzir mecanismos de avaliação desta assistência e, também, validar os procedimentos empregados nos pacientes atendidos pela rede assistencial pretendida pelo SUS.

Defendemos um INDC onde sejam indissociáveis o ensino, a pesquisa, a extensão e assistência. Defendemos um INDC autônoma e completamente vinculado às necessidades da sociedade brasileira. Pela convocação imediata de um processo eleitoral democrático e participativo de toda a comunidade do INDC para a escolha de uma nova direção comprometida com a educação e a saúde pública.

Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2007

Faculdade de Letras

O 9º CONSINTUFRJ, reunido no de 10 a 13 de dezembro de 2007, manifesta o seu protesto contra a forma com que está sendo encaminhada a apuração de fatos ocorridos na Faculdade de Letras, envolvendo o patrimônio público, e o tratamento dado ao corpo técnico-administrativo, realocando servidores, sem a devida apuração dos fatos, através de Comissão de Sindicância e Inquérito.

Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 2007


10/12/2007

Conjuntura, educação, carreira, saúde...

O Congresso do Sintufrj vai reunir companheiros com óticas diversas sobre a realidade política e mais específica dos técnicos-administrativos

Vários debatedores foram convidados para enriquecer as discussões no 9º Congresso. O objetivo é ampliar os horizontes para um exame mais plural da realidade política e definir com maior convicção o programa de lutas da categoria. O Jornal do SINTUFRJ procurou ouvir os companheiros escalados para participar das mesas, antecipando suas linhas de abordagem.

Conjuntura Nacional

O coordenador-geral da Fasubra, Luiz Antônio de Araújo Silva, participará da mesa de Conjuntura Nacional destacando a necessidade de união dos trabalhadores, tanto do serviço público quanto da iniciativa privada, diante dos ataques (reformas) aos direitos dos trabalhadores e dos desafios colocados. Ele apresentará a trajetória de luta da Fasubra defendendo que houve avanços, como a recuperação das perdas desde 1995 para a maioria de seus trabalhadores, fruto da última greve. Além disso, o dirigente chamará atenção para a aproximação do movimento sindical com outros atores sociais, aproximando-se mais das questões de interesse popular que estão em jogo.
Nesta mesa o ex-dirigente do Sintuff e aluno do curso de graduação da UFF em Estudo de Mídia, Zeliuto Moreira Gomes, cumprirá a tarefa no 9º CONSINTUFRJ de situar a categoria a respeito das discussões relacionadas à TV digital e TV pública, da disputa que ora se faz nos meios de comunicação em torno dos marcos regulatórios e da propriedade das novas tecnologias.

Organização Sindical

Rosane Silva, secretária de Política Sindical da CUT, vai discorrer sobre os direitos e as conquistas obtidas ao longo da história, destacando o papel dos sindicatos. Para ela, a partir da década de 1980 as centrais sindicais, principalmente nos últimos quatro anos, assumiram um papel de protagonista, não só por serem reconhecidas, mas também por transformarem-se em negociadoras de fato junto ao governo em prol dos interesses de todos os trabalhadores. Ela cita a luta pela convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que estabelece a negociação coletiva no serviço público como exemplo destas negociações. A dirigente destacará a importância da CUT, traçará sua história e defenderá a permanência dos sindicatos na Central.
Lúcia Reis, diretora executiva da CUT e funcionária da UFRJ, abordará o tema sob o prisma do serviço público, a organização destes trabalhadores e seus direitos, tais como o direito de greve. Para ela a negociação coletiva e a resolução de conflitos são questões fundamentais para os trabalhadores do serviço público e vêm sendo negociadas pela CUT. A seu ver existe uma campanha em curso e deve-se continuar a construir espaços de negociação.
O integrante da Intersindical, Jorge Luiz Martins, centrará sua palestra em três eixos: Processo de flexibilização e desregulamentação dos direitos dos trabalhadores e desmonte do serviço público; potencialização da luta e resistência dos trabalhadores na defesa dos seus direitos trabalhistas e sociais, no Brasil e no mundo; e discussão de uma plataforma de exigências para 2008 e reorganização do movimento sindical.

Debates continuam no 2º dia

No segundo dia do Congresso duas mesas ocuparão toda a programação do dia: Educação e Saúde, das 9h às 12h, e Carreira, das 13h30 às 16h

Albana Lúcia, coordenadora de Organização e Política Sindical do SINTUFRJ, se preparou para falar sobre Educação, e pretende iniciar sua explanação lembrando alguns conceitos clássicos do tema, discorrer sobre o sistema educacional atual no Brasil, a educação neoliberal e concluir discutindo a educação hoje na UFRJ.
Caberá a Ana Maria Ribeiro, coordenadora-geral do SINTUFRJ, a tarefa de explicar a reestruturação do ensino superior que ora ocorre nas universidades federais do país, principalmente o projeto construído para a UFRJ, expondo o que está em jogo nas transformações propostas. O objetivo da dirigente é contribuir para que a categoria adquira o máximo possível de informações a respeito do assunto para que possa tomar decisões acertadas no congresso que a UFRJ realizará em 2008.
Já o coordenador de Educação da Fasubra, José Miguel Ferreira, ressaltará a importante tarefa dos técnicos-administrativos na atual conjuntura institucional, que é a atualização do projeto construído por uma década pela categoria de Universidade Cidadã para os Trabalhadores, para que este faça parte da disputa de universidade democrática e inclusiva da sociedade.

Saúde

Carlos Maldonado vai falar sobre o projeto que foi para o Congresso Nacional de criação das Fundações Estatais de Direito Privado, o qual, como advogado, militante e secretário municipal, acompanha atentamente seu desenrolar. Ele antecipou que irá defender a necessidade de construção de ampla mobilização da categoria contra o projeto, principalmente pelo fato de este mudar a concepção do aparelho de Estado e HUs.
Janine Teixeira, coordenadora de Educação da Fasubra que estuda o projeto das fundações de direito privado desde o primeiro mandato do governo Lula, destacará o papel fundamental que a Federação teve em alertar e mobilizar sobre suas implicações negativas para os servidores da saúde e dos Hus. A importância de dar vigor a campanha iniciada pela federação também será um dos motes de sua apresentação.
O dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social – CUT nacional, Sandro Alex de Oliveira César, fará uma abordagem crítica sobre as fundações, principalmente em relação a área da Educação com foco nos HUs. Sandro falará também sobre saúde suplementar e explicará o que significa a inclusão dos técnico-administrativos em educação das universidades em um plano de saúde com uma parte paga pelo governo.

Carreira

Tônia Duarte, do GT da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira e representante da Fasubra, irá traçar um histórico da negociação da carreira no último período com o objetivo de apontar a necessidade de se retomar o debate sobre a concepção de carreira. Segundo ela, para a CSD houve a desconstrução da sua concepção ao se quebrar a linearidade da tabela. Por isso é preciso fazer esta reconstrução aprofundando o debate e investir mais na formação política da categoria.
Luiz Osório, do GT Carreira da Fasubra, levantará a discussão sobre as insuficiências da carreira e as melhorias que a seu ver devem ser realizadas. Para ele, a ascenção funcional é fundamental. O dirigente afirma que não há uma carreira de fato que permita entrar na base da estrutura e possibilite a mudança de cargo. Não há ascensão funcional. Ele explicará que não basta que se qualifique apenas, pois com isso incentiva-se uma formação que acaba excedendo a exigência do carg, empurrando os trabalhadores para o exercício de suas atividades com o desvio de função.
Almiran, diretor de Administração e Finanças da Fasubra, fará sua abordagem sob o ponto de vista futuro da carreira, continuando o debate sobre as pendências como racionalização e incentivo à qualificação. Ele falará também sobre a continuidade do processo de negociação destacando a necessidade de reverter a posição do Ministério do Planejamento que defende uma concepção mais geral de carreira. O dirigente avalia que é necessário promover uma discussão sobre diretrizes de carreira com todo o serviço público.


 


3/12/2007

PROGRAMAÇÃO DO 9º CONSINTUFRJ

Dias: 10, 11, 12 e 13 de dezembro de 2007


Programação

Dia 10/12 (2ª feira)

Café da manhã
9h às 10h – Abertura do Congresso
Mesa: Coordenação Geral do SINTUFRJ; FASUBRA; CUT; Reitor da UFRJ; Decano do CCS
10h às 10h20 – Aprovação do Regimento do 9º CONSINTUFRJ
10h20 às 11h – Apresentação das 4 teses inscritas (10min cada)
11h às 13h – Mesa 1 – Conjuntura Nacional
13h às 14h – Almoço
14h às 16h – Mesa 2 – Organização Sindical

Dia 11/12 (3ª feira)

9h às 12h – Mesa 3 – Educação e Saúde
12h às 13h30 – almoço
13h30 às 16h – Mesa 4 – Carreira dos TAEs
16h às 18h – Grupos de Trabalho

Dia 12/12 (4ª feira)

9h às 13h – Grupos de Trabalho (continuidade)
13h às 14h – Almoço
14h às 16h – Prestação de Contas (junho de 2006 a junho de 2007)
16h às 17h – Eleição do Conselho Fiscal 2007/2009

Dia 13/12 (5ª feira)

9h às 13h – Plenária Final
13h as 14h – almoço
14h as 17h – Plenária Final


Comissão Organizadora: Iaci, Evandro, Denise, Marcílio, Ana Maria e Vera


27/11/2007

9º Congresso do SINTUFRJ

Contagem regressiva

Na quinta-feira, 6 de dezembro, termina o prazo para a eleição de delegados para o 9º Congresso do SINTUFRJ. Trata-se de instância máxima de deliberação do Sindicato, com poder de alteração do estatuto da entidade. A realização de um congresso – tradição da entidade – é evento político de importância indiscutível. É nele que se definem a política de organização e o plano de lutas segundo uma análise da conjuntura e das frentes de luta específicas da categoria. Para qualificar o debate e estimular a discussão, o Jornal do SINTUFRJ publica este Encarte Especial de 20 páginas com teses das diferentes forças políticas que atuam no movimento dos funcionários na UFRJ. O Encarte traz, ainda, a relação dos delegados já eleitos nas unidades e as reuniões já agendadas para os próximos dias. Boa leitura.

Dia 6 é a data-limite para a escolha de delegados

O próximo Congresso do SINTUFRJ, dias 10, 11, 12 e 13 de dezembro, terá na sua pauta pontos como análise de conjuntura, Carreira, educação e saúde, organização sindical e prestação de contas.
Reuniões nos locais de trabalho com a presença dos diretores do Sindicato preparam a categoria e elegem delegados ao congresso.
Ainda há muitas reuniões agendadas. E os trabalhadores precisam estar atentos ao calendário. Segundo as regras, cada cinco presentes elegem um delegado. Por isso, quanto maior o número de presentes à reunião, maior o número de representantes da unidade no congresso.
Instância máxima de deliberação do Sindicato, o congresso define plano de ação, metas e modificações no estatuto da entidade, quando o ponto constar da pauta, como neste ano.




 

14/11/2007

Veja a agenda de reuniões para eleição de delegados ao 9º Congresso do SINTUFRJ

DATA UNIDADE HORÁRIO LOCAL DA REUNIÃO
21/11 IPPMG 10 às 12 horas Salão Nobre/IPPMG
21/11 Faculdade de letras 11 horas sala F 214-2ºandar
21/11 Instituto de Psicologia 13 horas Sala 03
21/11 NCE 13 às 15 horas Anfiteatro Maria Irene Melo
21/11 Fórum Ciência e Cultura e Editora 14 às 16 horas Salão Pedro Calmon
21/11 FACC 15 às 16 horas Sala da Congregação
22/11 ETU 10 horas Jardim da Prefeitura
22/11 Instituto de Matemática 14 horas Sala de Convivência
22/11