UNIDADE DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES BARRA EBSERH NA UFRJ

UniRio mobiliza contra a Ebserh

 

Manifestação e debate, realizados dia 11 pela comunidade universitária da UniRio, contaram com o apoio e a participação da direção e colaboradores do Sintufrj e de outras entidades sindicais

 

Funcionários, professores e estudantes da UniRio que lutam contra a privatização dos serviços de saúde do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle – referência em tratamento de aids – denunciam a pressão do governo federal para impor a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) à instituição com ato e debate realizado na terça-feira, dia 11 de junho. Dirigente do Sintufrj, da Adufrj e parlamentares participaram das atividades.

 

A manifestação foi realizada pelos estudantes pela manhã, em frente ao hospital, quando parte da Rua Mariz e Barros, na Tijuca, foi interditada ao trânsito de veículos. À tarde, os três segmentos organizaram um debate no auditório do hospital universitário. MEC quer o caos Há duas semanas, funcionários terceirizados da unidade foram demitidos e enfermarias foram fechadas. Em nota, a direção justificou a medida alegando falta de recursos e afirmando que apenas houve redução do atendimento e não interrupção dos serviços.

 

De acordo com a comunidade acadêmica, o MEC deliberadamente não repassou verba para levar o hospital ao caos. A luta na UniRio contra a imposição da Ebserh pelo governo está crescendo, assim como ocorreu na UFRJ. A primeira vitória alcançada pela comunidade daquela universidade foi a mesma conquistada pela da UFRJ: o conselho universitário não aprovou a adesão da instituição à Ebserh e, sim, o adiamento da discussão e a criação de uma comissão dos três segmentos para levantar os problemas do Hospital Universitário Graffée e Guinle.

 

Debate

No debate, que durou três horas, trabalhadores e estudantes da UniRio conheceram o histórico da luta contra a privatização do serviço de saúde e de criação da Ebserh, assim como também discutiram sobre os riscos de se perder a autonomia universitária ao entregar a gestão do hospital a uma empresa privada. A apresentação foi feita pela diretora da Associação dos Docentes da UniRio, Viviane Nervaes. O coordenador-geral do Sintufrj Francisco de Assis relatou as ações da comunidade universitária da UFRJ contra a Ebserh,

avaliando a necessidade de uma luta conjunta das universidades federais do Rio de Janeiro.

 

“Promovemos debates e conseguimos o apoio de membros do Conselho Universitário, o que resultou na criação de uma comissão da universidade para apontar soluções para os nossos HUs. Aqui, na UniRio, o resultado também foi positivo. Na UFRJ, a comissão não tem a participação das entidades, mas se for necessário pressionaremos.

 

Precisamos também fazer um trabalho com os trabalhadores terceirizados, que acham que a solução para a precariedade

de sua condição de trabalho é a Ebserh. Reiteramos que é primordial a abertura de concurso público e contratação pelo Regime Jurídico Único. Conseguimos avançar e ganhar tempo, mas nesta luta eu acredito que ações conjuntas das nossas quatro universidades no Rio de Janeiro reforçará a mobilização”, afirmou Francisco de Assis.

 

O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UniRio, Oscar Gomes da Silva, agradeceu a participação de todos e o apoio das entidades sindicais de docentes e funcionários do Rio de Janeiro às atividades organizadas por eles. Ele reiterou que a comunidade da UniRio prosseguirá resistindo e pressionando para que o projeto da Ebserh não prospere. O sindicalista propôs a realização de um encontro entre as quatro universidades, reitores, Tribunal de Contas, Procuradoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, com convite à imprensa. “Nós sabemos que não existe nada que venha da Ebserh que seja melhor do que a competência e a qualidade existente nas nossas universidades. Nesse encontro vamos falar tudo e desmascarar a farsa Ebserh”, disse Oscar.

EBSERH