Editorial  Uma trajetória de mais de 30 anos Algumas de muitos capas do Jornal do Sintufrj Representação por local de trabalho já fez história A Velha Universidade Nova Algumas imagens de luta da categoria André Amaral, ilustrador do Jornal do Sintufrj Video publicado na Internet e Uma Hitória de Luta: edição Luís Fernando Couto Direto da UFRJ Notícias on-line Datas histórias - fonte: NPC Volta para 1ª página
 
 

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CUT, governo Lula e Conlutas num debate sobre o melhor 
caminho para a organização dos trabalhadores

Fotos: Niko Júnior


LUIZ FERNANDO. “A crítica, para ser transformadora, tem que ser radical”   
LÚCIA REIS.
“A CUT é a força que unifica a luta dos trabalhadores no país”

Seminário Regional reuniu dirigentes e ativistas sindicais na Universidade Rural. As discussões mergulharam no debate que desenha leituras diversas no campo da esquerda sobre o melhor caminho para a organização das lutas dos trabalhadores. Para buscar a resposta, os sete debatedores convidados construíram seus argumentos tendo como matriz a trajetória do movimento sindical no período pós-ditadura, com foco especial no desempenho da Central Única dos Trabalhadores. O governo Lula também esteve no centro do debate.
A CUT foi o fenômeno político mais importante no período. Ela surgiu como resultado do avanço das lutas operárias e sindicais a partir do finalzinho da década de 1970 e no curso dos anos 80. Neste espaço histórico, os trabalhadores retornaram à cena política: questionaram a estrutura sindical atrelada ao Estado; derrubaram direções sindicais pelegas; desafiaram as leis da ditadura; influenciaram na elaboração da Constituição de 1988; foram às ruas para derrubar Fernando Collor; lutaram contra as privatizações no governo FHC. Em todas essas ações, a CUT foi o pólo irradiador de organização.
Mas, e agora? A CUT ainda é o instrumento legítimo de unificação dos trabalhadores? Ou transformou-se numa força domesticada, enredada na burocracia e dócil ao governo Lula? Eis o xis da questão. O debate da Universidade Rural procurou avançar na reflexão necessária diante da complexa realidade brasileira. Mas a resposta não é simples. O mérito do encontro foi reunir visões diversas. Um debate em alta temperatura diante de posições divergentes. Na quinta-feira, 14 de setembro, a Fasubra realiza seminário nacional com o mesmo tema. Na terça-feira, dia 5, uma assembléia geral do SINTUFRJ vai discutir o assunto, numa pauta que envolve, ainda, o papel social dos HUs – assunto de maté-rias especiais do Jornal do SINTUFRJ para a próxima edição.

Campo demarcado
Na Universidade Rural, os campos políticos de reflexão da esquerda estavam representados. Lúcia Reis e Antônio Carlos Spis são integrantes da Executiva Nacional da CUT. Eles fazem parte da corrente Articulação no interior da Central. Celso Carvalho é coordenador da Fasubra e integrante da CSD, outra corrente política que disputa influência no interior da CUT. As três lideranças defendem o papel da CUT como instrumento político para fortalecer a unidade da classe trabalhadora nas lutas atuais. Entendem que a criação de outra central – referem-se especificamente à Conlutas, criada recentemente – quebra a unidade dos trabalhadores, enfraquecendo o movimento.
Luiz Fernando é professor da Universidade de Brasília e ativista político. Luiz Antônio Araújo é coordenador-geral da Fasubra. Os dois são críticos da CUT. O fundador da Conlutas, José Maria de Almeida, sustenta que a Central perdeu sua capacidade de defender os interesses dos trabalhadores. Essa posição também é compartilhada por Jorge Luiz Martins, da Intersindical (um fórum de discussões que reúne setores insatisfeitos com a CUT mas que não aderiram à Conlutas).

Participaram do debate da Rural
Mesa 1 – Conjuntura e o Estado Brasileiro
Palestrantes: Luiz Fernando – professor da Universidade de Brasília
Lúcia Reis – executiva nacional da CUT
Mesa 2 – Rumos do Movimento Sindical
Antônio Carlos Spis – executiva nacional da CUT
José Maria de Almeida – Conlutas
Jorge Luiz Martins – Intersindical
Mesa 3 – Relação com a CUT
Celso Carvalho – coordenação de Educação da Fasubra
Luiz Antônio Araújo – coordenador- geral da Fasubra

overno prejudica diretamente o movimento do funcionalismo. “O que se viu na reforma da Previdência é um fato que não deixa dúvidas de que lado a Central está.”


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