Movimento
sindical
procura
respostas
CUT,
governo
Lula
e
Conlutas
num
debate
sobre
o
melhor
caminho
para
a
organização
dos
trabalhadores
Fotos:
Niko
Júnior

LUIZ
FERNANDO.
“A
crítica,
para
ser
transformadora,
tem
que
ser
radical”
LÚCIA
REIS.
“A
CUT
é a
força
que
unifica
a
luta
dos
trabalhadores
no
país”
Seminário
Regional
reuniu
dirigentes
e
ativistas
sindicais
na
Universidade
Rural.
As
discussões
mergulharam
no
debate
que
desenha
leituras
diversas
no
campo
da
esquerda
sobre
o
melhor
caminho
para
a
organização
das
lutas
dos
trabalhadores.
Para
buscar
a
resposta,
os
sete
debatedores
convidados
construíram
seus
argumentos
tendo
como
matriz
a
trajetória
do
movimento
sindical
no
período
pós-ditadura,
com
foco
especial
no
desempenho
da
Central
Única
dos
Trabalhadores.
O
governo
Lula
também
esteve
no
centro
do
debate.
A
CUT
foi
o
fenômeno
político
mais
importante
no
período.
Ela
surgiu
como
resultado
do
avanço
das
lutas
operárias
e
sindicais
a
partir
do
finalzinho
da
década
de
1970
e no
curso
dos
anos
80.
Neste
espaço
histórico,
os
trabalhadores
retornaram
à
cena
política:
questionaram
a
estrutura
sindical
atrelada
ao
Estado;
derrubaram
direções
sindicais
pelegas;
desafiaram
as
leis
da
ditadura;
influenciaram
na
elaboração
da
Constituição
de
1988;
foram
às
ruas
para
derrubar
Fernando
Collor;
lutaram
contra
as
privatizações
no
governo
FHC.
Em
todas
essas
ações,
a
CUT
foi
o
pólo
irradiador
de
organização.
Mas,
e
agora?
A
CUT
ainda
é o
instrumento
legítimo
de
unificação
dos
trabalhadores?
Ou
transformou-se
numa
força
domesticada,
enredada
na
burocracia
e
dócil
ao
governo
Lula?
Eis
o
xis
da
questão.
O
debate
da
Universidade
Rural
procurou
avançar
na
reflexão
necessária
diante
da
complexa
realidade
brasileira.
Mas
a
resposta
não
é
simples.
O
mérito
do
encontro
foi
reunir
visões
diversas.
Um
debate
em
alta
temperatura
diante
de
posições
divergentes.
Na
quinta-feira,
14
de
setembro,
a
Fasubra
realiza
seminário
nacional
com
o
mesmo
tema.
Na
terça-feira,
dia
5,
uma
assembléia
geral
do
SINTUFRJ
vai
discutir
o
assunto,
numa
pauta
que
envolve,
ainda,
o
papel
social
dos
HUs
–
assunto
de
maté-rias
especiais
do
Jornal
do
SINTUFRJ
para
a
próxima
edição.
Campo
demarcado
Na
Universidade
Rural,
os
campos
políticos
de
reflexão
da
esquerda
estavam
representados.
Lúcia
Reis
e
Antônio
Carlos
Spis
são
integrantes
da
Executiva
Nacional
da
CUT.
Eles
fazem
parte
da
corrente
Articulação
no
interior
da
Central.
Celso
Carvalho
é
coordenador
da
Fasubra
e
integrante
da
CSD,
outra
corrente
política
que
disputa
influência
no
interior
da
CUT.
As
três
lideranças
defendem
o
papel
da
CUT
como
instrumento
político
para
fortalecer
a
unidade
da
classe
trabalhadora
nas
lutas
atuais.
Entendem
que
a
criação
de
outra
central
–
referem-se
especificamente
à
Conlutas,
criada
recentemente
–
quebra
a
unidade
dos
trabalhadores,
enfraquecendo
o
movimento.
Luiz
Fernando
é
professor
da
Universidade
de
Brasília
e
ativista
político.
Luiz
Antônio
Araújo
é
coordenador-geral
da
Fasubra.
Os
dois
são
críticos
da
CUT.
O
fundador
da
Conlutas,
José
Maria
de
Almeida,
sustenta
que
a
Central
perdeu
sua
capacidade
de
defender
os
interesses
dos
trabalhadores.
Essa
posição
também
é
compartilhada
por
Jorge
Luiz
Martins,
da
Intersindical
(um
fórum
de
discussões
que
reúne
setores
insatisfeitos
com
a
CUT
mas
que
não
aderiram
à
Conlutas).
Participaram
do
debate
da
Rural
Mesa
1 –
Conjuntura
e o
Estado
Brasileiro
Palestrantes:
Luiz
Fernando
–
professor
da
Universidade
de
Brasília
Lúcia
Reis
–
executiva
nacional
da
CUT
Mesa
2 –
Rumos
do
Movimento
Sindical
Antônio
Carlos
Spis
–
executiva
nacional
da
CUT
José
Maria
de
Almeida
–
Conlutas
Jorge
Luiz
Martins
–
Intersindical
Mesa
3 –
Relação
com
a
CUT
Celso
Carvalho
–
coordenação
de
Educação
da
Fasubra
Luiz
Antônio
Araújo
–
coordenador-
geral
da
Fasubra
overno
prejudica
diretamente
o
movimento
do
funcionalismo.
“O
que
se
viu
na
reforma
da
Previdência
é um
fato
que
não
deixa
dúvidas
de
que
lado
a
Central
está.”
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