SINTUFRJ:
luta
e
emoção

SINTUFRJ.
Ana
expôs
a
história
da
entidade
-
abril
de
2008
A
coordenadora
do
SINTUFRJ
Ana
Maria
Ribeiro
fez
uma
bela
apresentação
em
DVD
sobre
a
trajetória
da
construção
do
Sindicato
e
sobre
a
história
de
luta
dos
técnicos-administrativos
da
UFRJ,
suas
bandeiras
sindicais
e
políticas
como
também
sua
saga
pelo
reconhecimento
como
atores
importantes
para
a
construção
desta
instituição
e
para
as
universidades
públicas
federais
brasileiras.
Tudo
feito
a
partir
de
um
trabalho
de
organização
da
memória
do
Sindicato
iniciado
pela
equipe
do
Departamento
de
Comunicação
Sindical.
A
dirigente
explicou
que
há
pouca
documentação
sobre
o
papel
dos
técnicos-administrativos
e
que
estes
só
foram
reconhecidos
oficialmente
como
trabalhadores
da
educação
com
a
Lei
da
Carreira,
instituída
em
2005
depois
de
mais
de
30
anos
de
luta
da
categoria.
“Uma
grande
conquista
que
não
passa
por
apenas
ocupar
os
espaços
administrativos,
mas
também
interferir
e
somar
politicamente
nas
decisões
que
são
importantes
para
a
nossa
universidade”,
destacou.
Toda
sua
história
vai
completar
48
anos
em
2009.
Personagens
O
passado
foi
mostrado
na
tela
e
emocionou
muita
gente
presente
ao
evento
que
viveu
anos
de
dificuldades,
conquistas
e
também
de
derrotas.
Da
fundação
da
Asufrj,
em
11
de
junho
de
1960,
até
o
ano
de
2007,
a
categoria
transformou
o
antigo
grêmio
recreativo
numa
entidade
combativa
e
reconhecida
nacionalmente.
Personagens
importantes
nesta
construção
foram
lembrados
–
alguns,
ainda
vivos,
deram
seus
depoimentos;
outros,
ainda
atuantes,
continuam
na
vanguarda
do
movimento,
se
não
à
frente
da
do
SINTUFRJ,
mas
nas
suas
bases
e no
movimento
sindical
como
um
todo.
Da
primeira
greve
em
1982,
liderada
por
um
grupo
de
funcio-nários;
a
primeira
eleição
em
1984,
quando
venceu
a
oposição
e a
entrada
na
Fasubra;
em1985,
a
luta
por
autonomia
e
carreira
e a
eleição
de
Horácio
Macedo;
em
1987,
a
conquista
da
Lei
de
Isonomia
e o
direito
à
carreira;
em
1988,
a
garantia
da
autonomia
universitária
na
Constituição;
em
1989,
a
greve
geral
que
arrancou
uma
política
salarial
com
reposição
da
inflação.
Em
1990,
os
servidores
da
UFRJ
foram
os
primeiros
a
aprovar
greve
no
serviço
público
contra
a
política
de
demissões
do
governo
Collor,
assim
como
estiveram
entre
os
primeiros
a
apoiar
a
luta
“Fora
Collor,
por
eleições
gerais”,
que
culminou
com
seu
impeachment.
Mas
apesar
da
conquista
do
Regime
Jurídico
Único
em
dezembro
de
1990
e do
ascenso
das
lutas
sindicais
na
década
de
1980,
o
funcionalismo
passou
à
resistência
na
onda
neoliberal
iniciada
por
Collor
e
perdeu
vários
direitos
na
era
FHC.
Em
1993,
a
Asufrj
foi
transformada
em
Sindicato
e
novos
embates
foram
levados
pela
entidade:
luta
contra
a
URV
e a
Reforma
Administrativa
e
pela
garantia
dos
28%
nos
salários,
e
ocupação
da
Reitoria
contra
a
indicação
de
José
Vilhena
e
pela
reconquista
definitiva
da
democracia
com
a
eleição
de
Aloísio
Teixeira
em
2004.
Ana
Maria
encerrou
sua
apresentação
falando
da
conquista
nacional
da
carreira
dos
técnicos-administrativos
em
educação
e
citou
texto
do
educador
Florestan
Fernandes,
que
abre
o
livro
de
João
Eduardo
Fonseca
Novos
atores
na
cena
universitária
no
qual
ela
se
baseou
para
traçar
a
história
dos
técnicos-administrativos
das
universidades.
A
dirigente
fez
também
um
convite
à
organização
do
acervo
do
SINTUFRJ
para
que
não
se
perca
a
história
dos
trabalhadores
da
educação
e da
UFRJ. |