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O
valor
do
trabalho
de
cada
um
Curso
inédito
permite
que
o
trabalhador
tenha
dimensão
de
sua
importância |

AULA
INAUGURAL.
Ao lado,
técnicos-administrativos
treinados
como
formadores
do curso
iniciado na
semana
passada.
Acima, Rita
Anjos, da
Codep. Ela
reclamou da
dificuldade
de conseguir
salas para
os cursos.
Pela Coppe,
participam
da
coordenação
Andreia
Almeida,
Paulo Cesar
Lima e
Ricardo
Mello
O Curso
de
Capacitação
Profissional
Negociada –
resultado de
parceria
entre a PR-4
(Codep) e o
Laboratório
de Trabalho
e Formação
da Coppe –
já está em
funcionamento.
Trata-se de
um programa
inédito,
voltado
inicialmente
para os
trabalhadores
de
manutenção
de todas as
unidades
abrigadas no
prédio do
Centro de
Tecnologia (CT).
De acordo
com Rita
Anjos,
diretora da
Codep, a
natureza
pioneira do
curso se
baseia no
seu
conteúdo.
“Este curso
permite que
o
trabalhador
perceba a
importância
do seu
papel, tenha
visão de
todo o
processo,
dentro de
uma dinâmica
que envolve
servidores
com funções
diversas”,
explicou.
Segundo Rita
Anjos, a
proposta do
curso foi
apresentada
pelo
professor
Fábio
Zanberlan e
pelo
técnico-administrativo
Sandro
Rogério e
veio atender
a um
conceito que
já vinha
sendo
pensado pela
Codep. Ela
disse que o
objetivo é
expandir a
experiência
para outras
unidades. “A
próxima será
a
Prefeitura”,
anunciou. A
primeira
aula do
curso
ocorreu na
quinta-feira,
dia 24 de
abril, no
auditório da
Geotecnia.
São duas
turmas de 30
alunos cada,
que terão
aulas três
vezes na
semana ( são
200
horas-aula),
até
novembro.
Valquíria
Felix e Iaci
Azevedo
(diretora do
SINTUFRJ)
coordenam a
organização
do projeto.
A aula
inaugural do
curso no dia
15 de abril
foi
prestigiada
pela cúpula
da PR-4 e
pelo pessoal
do
Laboratório
de Trabalho
da Coppe. O
coordenador-geral
do SINTUFRJ,
Marcílio
Araújo,
representou
o Sindicato.
O dirigente
destacou a
importância
do curso
para o
fortalecimento
profissional
da
categoria. O
superintendente
da PR-4,
Roberto
Gambini, e o
pró-reitor
de Pessoal,
Luiz Afonso
Mariz, se
pronunciaram
na mesma
linha. “A
natureza do
curso
permite a
participação
desde o
ajudante de
manutenção
até o
engenheiro”,
lembrou
Gambini.
“Não é
treinamento”
O professor
Fábio
Zamberlan
explicou que
a inspiração
do curso foi
uma pesquisa
feita pelo
Laboratório
de Trabalho
para a
Federação
dos
Metalúrgicos.
“É claro
que, no caso
da
universidade,
as
especificidades
são
diferentes.
Aqui não se
produz
mercadoria,
mas
serviços”,
disse.
Zamberlan
disse que o
curso “não é
de
treinamento,
nem de
adestramento”.
De forma
didática,
ele
improvisou
um
laboratório
na aula
inaugural.
Sugeriu que
os
participantes
mentalizassem
um
triângulo.
No vértice
superior se
abriga a
tecnologia e
organização;
nos dois
outros
vértices se
dividem a
concepção de
democracia
no trabalho
e as
demandas
pragmáticas
da produção.
“Trata-se de
valores, de
ética onde
se discute,
ainda, a
democracia
no
trabalho”,
insistiu
Zamberlan.
Cinco
técnicos-administrativos
foram
capacitados
como
formadores
dentro da
filosofia do
curso. O
entendimento
é de que o
conhecimento
é um
processo, em
que todos
aprendem,
explicou um
dos
organizadores
do curso.
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