Os coordenadores-gerais do
SINTUFRJ, Francisco de Assis e Jonhson Braz, se reuniram na
quarta-feira, 13 de janeiro, com o pró-reitor de Pessoal,
Luiz Afonso Mariz, o superintendente de Pessoal, Roberto
Gambine, os diretores da Caurj, Eduardo Oliveira dos Santos
e Alessandra Capetine Siqueira, a diretora da DVST,
Rosemarie Portella, e a coordenadora do Programa de Exames
Periódicos da UFRJ, Celeste Brito, para tratar de dois
assuntos de interesse da categoria.
Em primeiro lugar, os
dirigentes sindicais cobraram da Pró-Reitoria de Pessoal o
cumprimento da lei que obriga a UFRJ a realizar exames
periódicos em todos os 12 mil trabalhadores na ativa da
instituição. Essa discussão começou na mesa permanente de
negociação com o reitor, que apontou para uma reunião
específica com a PR-4 para tratar exclusivamente do tema. A
intenção da Reitoria é que a Caurj operacionalize a tarefa,
já que a DVST não tem estrutura física e pessoal para
atender à demanda.
O coordenador dos
Programas de Saúde da PR-4, médico Edmundo Vieites Novaes,
confirma a falta de infraestrutura e de profissionais da
Divisão de Saúde do Trabalhador para realização dos exames
periódicos cujo projeto, segundo informou, já está pronto
desde outubro do ano passado à espera de ser posto em
prática. Dinheiro também não é problema, pois o governo já
destinou verba para os gestores cumprirem a lei. Apenas
depende da universidade agir de acordo com sua
responsabilidade.
Em segundo lugar, os
coordenadores do SINTUFRJ foram discutir com a Caurj e a
PR-4 a necessidade urgente de apresentação de proposta de
uma tabela de plano de saúde para a categoria, adequada aos
novos valores de reembolso concedido pelo governo, por
pressão do movimento sindical. Desde que foi estendida a
saúde suplementar para os trabalhadores das Ifes, em agosto
de 2009, que os sindicatos da base da Fasubra reivindicam
reajuste do benefício, que começou com R$ 42, depois passou
para R$ 65 por pessoa. Uma ninharia que nunca cobriu nenhum
custo com a saúde do servidor.
Com o valor do reembolso
sendo variável de R$ 72 a R$ 129, de acordo com a faixa
salarial e a idade do beneficiado, ficou mais fácil para a
Caurj formatar uma tabela que contemple toda a categoria que
já aderiu aos seus planos como também os que ainda não se
decidiram. A reivindicação do Sindicato é que com o atual
reajuste do benefício, os servidores da UFRJ contem com o
plano de saúde da Caurj sem precisar tirar nenhum tostão do
bolso.
Como é agora
Para o coordenador dos
Programas de Saúde da Pró-Reitoria de Pessoal da UFRJ,
médico Edmundo Vieites Novaes, a intenção mesmo do governo
foi proteger as pessoas com menor salário e que sejam mais
velhas. Foram criadas oito faixas salariais e cinco faixas
de idade para acomodação dos nossos valores de reembolso aos
servidores federais.
As cinco faixas de idade
são: de 0 a 18 anos; de 19 a 28; de 29 a 43; de 44 a 58; e
acima de 59. Cada faixa corresponde aos seguintes valores:
R$ 106; R$ 111; R$ 117; R$ 123; e R$ 129. Veja o exemplo da
faixa salarial de R$ 3.000,00 a R$ 3.999,00, que corresponde
ao rendimento de 3. 371 servidores da UFRJ.
Neste caso, o valor do
reembolso da saúde suplementar será distribuído da seguinte
forma nas cinco faixas de idade: 1) R$ 87; 2) R$ 92; 3) R$
96; 4) R$ 101; e 5) R$ 106. Conferir tabela no site:
www.sintufrj.org.br
Têm direito ao reembolso
marido e mulher do servidor federal, filho e enteado menor
de 21 anos e entre 21 e 24 anos dependente financeiramente e
cursando faculdade, companheira e companheiro de união
homofóbica, divorciada ou separada com pensão alimentícia.
Também menor sobre guarda ou tutela judicial.