Os rumos do Sindicalismo

Seminário será nesta quinta-feira, no auditório da subsede do Sindicato no HU. A reunião será preparatória para o Seminário Regional que acontecerá nos dias 11 e 12 na Universidade Rural

Na quinta-feira, dia 3 de agosto, um seminário local – preparatório para o seminário regional convocado pelos sindicatos das universidades federais do Sudeste – vai discutir 3 assuntos que freqüentam a agenda dos debates do movimento dos trabalhadores do setor nos últimos meses: os rumos do movimento sindical, a relação dos sindicatos com a CUT e o papel social dos hospitais universitários. O Seminário Regional será realizado nos dias 11 e 12 de agosto na Universidade Rural. Trata-se de um debate fundamental para o futuro do movimento sindical dos trabalhadores das universidades federais dentro da agenda do debate nacional do movimento dos trabalhadores. A sua participação é da maior importância.Veja a programação do Seminário Local.

Data: 3 de agosto de 2006
Local: Subsede do Sintufrj no HU
Os rumos do sindicalismo e a relação com a CUT
O papel social dos HUs no SUS e na comunidade universitária

Mesa 1 – Rumos do sindicalismo – 9h
Palestrantes: Neuza Luzia – Presidente da CUT-RJ, Luiz Henrique Schuh – Secretário-
Geral do ANDES

Mesa 2 – Relação com a CUT – 11h
Palestrantes: Lúcia Reis – Executiva Nacional da CUT, Agnaldo Fernandes –
Técnico-administrativo

Mesa 3 – O papel social dos HUs no SUS e na comunidade universitária – 14h
Palestrantes: Vânia Glória – Diretora da DVST, Solange Belchior – Diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros, professor Antônio Lêdo – Diretor da Faculdade de Medicina
e professor Alexandre Cardoso – Diretor do HUCFF

Seminário será nesta quinta-feira, no auditório da subsede do Sindicato no HU. A reunião será preparatória para o Seminário Regional que acontecerá nos dias 11 e 12 na Universidade Rural

Na quinta-feira, dia 3 de agosto, um seminário local – preparatório para o seminário regional convocado pelos sindicatos das universidades federais do Sudeste – vai discutir 3 assuntos que freqüentam a agenda dos debates do movimento dos trabalhadores do setor nos últimos meses: os rumos do movimento sindical, a relação dos sindicatos com a CUT e o papel social dos hospitais universitários. O Seminário Regional será realizado nos dias 11 e 12 de agosto na Universidade Rural. Trata-se de um debate fundamental para o futuro do movimento sindical dos trabalhadores das universidades federais dentro da agenda do debate nacional do movimento dos trabalhadores. A sua participação é da maior importância.Veja a programação do Seminário Local.

Data: 3 de agosto de 2006
Local: Subsede do Sintufrj no HU
Os rumos do sindicalismo e a relação com a CUT
O papel social dos HUs no SUS e na comunidade universitária

Mesa 1 – Rumos do sindicalismo – 9h
Palestrantes: Neuza Luzia – Presidente da CUT-RJ, Luiz Henrique Schuh – Secretário-
Geral do ANDES

Mesa 2 – Relação com a CUT – 11h
Palestrantes: Lúcia Reis – Executiva Nacional da CUT, Agnaldo Fernandes –
Técnico-administrativo

Mesa 3 – O papel social dos HUs no SUS e na comunidade universitária – 14h
Palestrantes: Vânia Glória – Diretora da DVST, Solange Belchior – Diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros, professor Antônio Lêdo – Diretor da Faculdade de Medicina
e professor Alexandre Cardoso – Diretor do HUCFF


Fortalecer a CUT e a FASUBRA

Contribuição dos companheiros e companheiras da CSD e independentes que participaram da Chapa 1 nas eleições ao SINTUFRJ, ao debate sobre os rumos do sindicalismo e as relações com a CUT e a Fasubra.

Contribuição dos companheiros e companheiras da CSD e independentes que participaram da Chapa 1 nas eleições ao SINTUFRJ, ao debate sobre os rumos do sindicalismos e as relações com a CUT e a FASUBRA.
Em primeiro lugar, é importante situar os técnico-administrativos e docentes filiados ao SINTUFRJ dos motivos porque estamos organizando seminários e debates sobre este tema e não sobre o PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, que mexerá com a UFRJ e nossas vidas funcionais. O tema está sendo colocado, pois um determinado grupo de militantes deseja levar a proposta de desfiliação da FASUBRA, e aqui na UFRJ, também do SINTUFRJ, da CUT com perspectivas de filiação ao CONLUTAS, como ocorrido na associação de docentes. Para estes setores este é o ponto central da conjuntura.
Por que discordamos desta proposta? Por que com a mesma lógica, de que a CUT “traiu os trabalhadores”, não defendem a desfiliação do SINTUFRJ à FASUBRA, que na ultima greve trouxe derrota e prejuízos à categoria dos técnico-administrativos? Por que não trazem ao público, a verdadeira estratégia de construção de entidades sindicais atreladas a partidos políticos, como foi e é praticado em outros países centralizadores e autoritários?
São estas questões que nos propomos a responder e dialogar com os sindicalizados ao SINTUFRJ.
Por que discordamos da proposta de desfiliação da CUT ?
CUT – uma história de lutas e combatividade
A história da CUT está alicerçada no sindicalismo combativo e democrático. Esta concepção de sindicalismo levou a Central a exercer o papel de um dos principais atores da luta social em nosso país. As principais lutas e vitórias da classe trabalhadora no Brasil, nas últimas décadas, foram e são mobilizadas pelo sindicalismo cutista. Nossas lutas são encaminhadas sob o fio da coerência entre as reivindicações imediatas da classe trabalhadora e as bandeiras da democratização e desenvolvimento social.
Organizamos os trabalhadores brasileiros na resistência ao período neoliberal. As ameaças de retirada de direitos, as privatizações e a ALCA são exemplos da presença do sindicalismo cutista nos enfrentamentos ao neoliberalismo. Não é à toa, que as campanhas de criminalização dos movimentos sociais, patrocinadas pelos governos neoliberais - com o indiscutível apoio da grande mídia - tinham a CUT em sua linha de tiro.
Com o advento do Governo Lula, a CUT orientou sua intervenção na perspectiva da mudança de rumos do país. Alguns avanços sociais foram conquistados como, por exemplo, a retirada da ALCA de cena; a paralisação dos processos de privatização do Estado; na cooperação internacional, principalmente na América Latina; na educação com retomada do processo de expansão e concursos públicos; a reforma agrária; dentre outros. Comemoramos algumas rupturas importantes com as políticas neoliberais. No entanto, entramos em confronto com as continuidades que persistem e bloqueiam os avanços, com ênfase na política econômica. Infelizmente, nestes pontos que a CUT sempre criticou não interessou nem a imprensa e nem a alguns setores, tornar publica as ações de criticas da CUT. As jornadas pelo aumento do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho para 30h e a conversão da dívida para a educação são alguns exemplos de campanhas realizadas que contaram com milhares de trabalhadores.
Entendemos que todas as entidades sindicais e centrais criadas ao longo de nossa história de lutas devem ser fortalecidas e não destruídas. Todas realizam eleições democráticas e as divergências devem ser tratadas no debate político e as disputas decididas no espaço democrático do voto. Propostas de cisão, rompimento só colaboram com os que de fato estão contra os trabalhadores e jogam na divisão da classe. Neste ritmo teremos uma central, uma federação e um sindicato para cada grupo político que se sente minoritário e sai para criar o seu espaço próprio de atuação. Isto só trará derrotas aos trabalhadores.
Por que com a mesma lógica, de que a CUT “traiu os trabalhadores”, não defendem a desfiliação do SINTUFRJ à FASUBRA, que na ultima greve trouxe derrota e prejuízos à categoria?
Este é um debate importante de ser feito. O mesmo setor que no movimento dos tecnico-administrativos defende com garra a tese de que a CUT “traiu os trabalhadores”, não identifica que a nossa categoria está muito mais desmotivada com as ações da FASUBRA neste ultimo período. A greve de 2005 demonstrou uma completa inabilidade destes setores na mesa de negociação com o governo, resultando na ruptura do processo de negociação, derrota do movimento e prejuízo financeiro para uma parcela significativa da nossa categoria. Fatos estes que foram relativizados ou deliberadamente omitidos do conhecimento da categoria. Tal postura reflete o fato deste setor não reconhecer que, como direção na FASUBRA nesta greve, foi incompetente e despreparado para negociar e trazer vitórias aos trabalhadores. Por isso também não defendemos a desfiliação do SINTUFRJ à FASUBRA e sim o seu Fortalecimento, convocando o conjunto de trabalhadores das IFES cutistas a se unirem para disputar o próximo congresso da Federação, trazendo nossa entidade de novo para o rumo das vitórias políticas e financeiras para que possamos de novo ver dias de glória, com uma direção conseqüente e sintonizada com os reais problemas de nossa categoria. Devemos impedir o aparelhamento das nossas entidades - criadas e fundadas em momentos de luta - e o seu confisco por aqueles que não tem compromisso nem com a construção de uma sociedade verdadeiramente socialista, nem com o respeito à pluralidade democrática.

Vamos Fortalecer o SINTUFRJ, a FASUBRA e a CUT

Assinam:
Neuza Luzia(presidente da CUT-RJ); Ana Maria Ribeiro, Nilce Correa, Vera Barradas, Dercinval, Huascar Filho


Romper com a CUT e seguir na luta

A discussão que estaremos travando nos seminários local e regional no tocante a este tema é extremamente importante, pois se faz necessário um acerto de contas no movimento sindical para reacendermos a capacidade de resistência e de luta da classe trabalhadora.
A trajetória do movimento sindical está dividida em dois momentos distintos: o das grandes mobilizações em defesa dos interesses dos trabalhadores, no enfrentamento com patrões e governos inauguradas na década de 80 e o papel contido de hoje com o abandono de nossas táticas de luta, tornando-se apático e engessado, fiel a uma política partidária que vem de encontro aos interesses dos trabalhadores do país.
Patrão é sempre patrão e governo é sempre governo e se não compreendermos esta máxima, estaremos minimizando nossa própria capacidade na defesa de históricos interesses da classe.
Ao debate - Este não é um debate fácil, pois a maioria de nós acreditou que um ex-metalúrgico formado no seio da mobilização ao alçar o poder poderia estabelecer outras relações com os trabalhadores e constatar que este governo aprofundou o projeto neoliberal de FHC privilegiando o capital internacional causou profunda frustração e decepção e ver que uma parcela significativa do movimento sindical optou claramente pela defesa incondicional deste governo, suscitou a necessidade de reação, que se deram com as greves que infelizmente tiveram o mesmo autoritarismo do governo anterior, com ameaças de corte de ponto e intransigência nas negociações.
A representação máxima da classe trabalhadora, a Central Única dos Trabalhadores, fundada em 1983, reflexo direto das greves no setor metalúrgico do ABC e São Paulo, sempre esteve nas mobilizações como carro chefe da luta e já faz algum tempo que não vemos esta que foi uma combativa central nas greves e mobilizações. Hoje a CUT se presta a um nefasto papel de ser braço do governo, se omitindo de sua histórica tarefa que nos seus estatutos de 1983 escrevia o que deveria ser sua marca mais importante: uma central que deveria lutar pelos interesses imediatos e históricos dos trabalhadores, isto é, por uma sociedade socialista.
Desfiliação - Desde 2004, diversos sindicatos vêm se desfiliando da CUT, que desde a posse do governo petista se tornou um braço no movimento sindical e por conta do abandono desta marca e de sua total falta de representatividade é que mais de 1.700.000 trabalhadores de aproximadamente 300 sindicatos se desfiliaram, sindicatos importantes do Rio de Janeiro, como o SINDSPREV, SINTUPERJ, SINDSCOPE E SINDJUSTIÇA e nacionais como ANDES e SINASEFE. Recentemente um plebiscito aprovou a desfiliação do SEPE, importante base com milhares de profissionais de educação.
A discussão que se faz é a seguinte: Por que continuar sustentando uma central sindical que deixou para trás seus conceitos e princípios fundamentais? Não existe mais relação entre a CUT e os trabalhadores, apesar do jogo de cena feito para parecer que nada mudou, mas tudo mudou e nós precisamos ser firmes em nossas decisões, pois a história de luta deste sindicato não cabe em uma central com este perfil governista e de atrelamento, que fere um princípio de fundação que são autonomia e independência. A nomeação de Luiz Marinho(ex-presidente da CUT), ao Ministério do Trabalho oficializou a relação da central com o governo e como estado, abandona-se o projeto de apoiar “por fora” para se integrar diretamente ao governo, virando um departamento do governo no movimento sindical.
Esquerda perde - O 9º congresso da CUT realizado em junho, foi um duro golpe nos setores da esquerda cutista ao verem que a principal campanha da central será a reeleição de Lula, além disto, para sacramentar assistiram à vitória por ampla maioria da chapa da Articulação – de José Dirceu, Palocci, Luiz Marinho e etc...
E nesta mesma chapa estava a CSD, que insiste na tentativa de iludir os trabalhadores agora mais ainda ao assumir a presidência da CUT/RJ, como se isso significasse uma guinada à esquerda em nosso estado. Mas que guinada será esta se a política nacional já está traçada? Já é hora de aprender com a realidade, não existe disputa que possa ser feita dentro da CUT.
Portanto diante desta realidade defendemos a desfiliação como o primeiro passo para a construção de um novo rumo para as lutas da classe trabalhadora. E esta discussão nada tem a ver com a Fasubra, que está sendo colocada equivocadamente no centro do debate para mascarar o tema. Nossa Federação com todos os problemas internos, ainda cumpre seu papel de representação dos trabalhadores em educação. Quadro completamente oposto ao da CUT.
O surgimento da CUT se deu no campo da luta de classes como alternativa real, por isso temos a clareza de que outra construção nestes moldes deverá ser fruto de uma profunda discussão que resgate os princípios fundamentais de representação da luta de classes no país com independência e autonomia sempre, frente aos patrões e aos governos.
E para cumprirmos a tarefa de informar e não de omitir o que está colocado na conjuntura,abaixo estão colocados os movimentos em construção que estarão em debate nos seminários local e regional:

O Congresso da Conlutas

Realizado em maio passado, o Congresso Nacional dos Trabalhadores (CONAT), convocado pela CONLUTAS, reuniu 3.542 delegados eleitos em assembléia de base, representando um milhão e setecentos mil trabalhadores.
Estes delegados aprovaram a fundação da nova entidade e definiram seu caráter: funcionar como uma central sindical para os sindicatos integrantes, mas incorporar também movimentos sociais, setores não organizados da classe trabalhadora e entidades do movimento estudantil. A direção aprovada constitui-se em uma coordenação nacional, com representantes de cada entidade que compõe a CONLUTAS e aberta àquelas que venham a integrá-la. No plano de lutas, destaca-se a campanha pela anulação da Reforma da Previdência, pela valorização real do salário mínimo, o apoio às greves em curso e a luta contra a Reforma Trabalhista e o Super-Simples.

Intersindicais: Uma proposta para organização da classe trablhadora

O surgimento da Assembléia Popular e de Esquerda significou um avanço significativo na construção de uma frente política capaz de levar avante, de forma coordenada as grandes lutas sociais. Esta organização, plural na sua constituição e no seu funcionamento, não é e não se vê como uma central sindical, mas pretende trabalhar em conjunto com as centrais.
Assim, a questão da construção de uma central sindical que eleve o patamar de organização e desenvolva a solidariedade de classe está reaberta. É hora de retomar as articulações intersindicais, para a partir de uma pauta de lutas econômicas e políticas, erigir este edifício pela base, apontando para um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora.

Assinam:
Denise, Marcílio, Noemi, Albana, Gerusa, Nelcy, Sônia, Marcos, Paulo (diretores do sindicato)
e demais apoiadores e integrantes da Chapa 2
- Autonomia, Independência e Luta


RUMOS DO MOVIMENTO SINDICAL E A RELAÇÃO COM A CUT

Desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar o maior cargo do país o movimento sindical no serviço público tem se dividido nas suas reivindicações, uns querem continuar com a política de campanha salarial na luta por aumento linear e outros, como é o caso da FASUBRA, que ao verificar em mesa nacional de negociação que existiam categorias dentro do serviço público que sempre defenderam a greve unificada, mas negociavam individualmente os seus interesses com o governo usando da força da greve coletiva e verificar também que somos os menores salários do Executivo resolveu investir no aumento diferenciado até que alcancemos uma aproximação com os demais SPFs. Como tática optou por lutar por um plano de carreira que pudesse recuperar a valorização do servidor e o reconhecimento como profissional de educação, uma tabela que refletisse uma hierarquia salarial com step constante e a maioria da categoria entendeu e referendou nas suas assembléias de base esta tática. Entretanto ainda existe no seio da categoria uma corrente política, denominada VAMOS A LUTA, que continua a defender o aumento linear dos SPFs e investe na divisão da categoria fomentando a diferenciação entre o grupo do antigo nível superior com os demais, apostando na política do caos para aparecer como defensores dos oprimidos, tudo isso de forma planejada por puro interesse político- partidário, não queremos aqui desmerecer o interesse partidário, mas questionar este uso como objeto fim.
Falam em independência do movimento, mas agem sob orientação do seu partido, sejam eles oposicionistas ou governistas. Que movimento sindical é esse que luta pelo fortalecimento do partido ao invés de ganhos para a categoria? Que movimento sindical é esse que o importante é o enfrentamento pelo enfrentamento em detrimento do argumento em defesa dos trabalhadores? Claro que temos que enfrentar qualquer governante em defesa dos trabalhadores, mas o enfrentamento pelo enfrentamento só nos levou à derrota, basta lembrar da greve de 2005 em que estes mesmos companheiros levaram a categoria à perda de R$ 420 milhões e hoje a categoria, principalmente os que recebem o VBC, ficaram prejudicados financeiramente, sem falar do prejuízo dos sindicatos que investiram na greve mantendo delegação no CNG e enviando caravanas a Brasília.

O movimento sindical e a CUT
Nossa categoria é bastante privilegiada, pois na última gestão foram dois representantes da nossa categoria na Executiva Nacional da CUT (Lúcia Reis e Agnaldo Fernandes) e na nova gestão temos a Lúcia Reis na CUT nacional e Neuza presidente da CUT/RJ. Podemos iniciar o debate perguntando o que é a CUT? O que faz ou o que fizeram durante o seu mandato? Quais foram os fatos relevantes que a participação dos mesmos ponderou a favor ou contra os interesse dos SPFs? Eles recebem alguma remuneração ou auxílio para exercer a sua função de diretores executivos da CUT? Qual o quadro de sindicatos filiados à CUT em 2003 e 2006? Quais projetos de formação e investimento social existentes na CUT? Qual o critério de seleção das reportagens e utilização do TVCUT?
Esta corrente política que continua defendendo aumento linear, que levou a categoria à perda financeira na greve de 2005, que usa o movimento apenas para fortalecer o novo partido, que renegou o plano de carreira (mas optou) é a mesma que investiu na divisão da categoria propondo o rompimento com a CUT, e apresenta uma proposta simplista de mudança de CNPJ para uma nova Central Sindical denominada CONLUTAS.
Será que o rompimento é necessário? Se rompermos com a CUT e mantermos a mesma cultura dos dirigentes sindicais, de que o importante é apenas a vitória eleitoral no sindicato de base como um troféu para sua corrente política ou até mesmo a cultura da arrogância e da falta de investimento em novas lideranças por preocupação da “perda de espaço político”, então perguntamos: Temos que romper com a CUT ou com a cultura equivocada do Dirigente sindical? Afinal de contas, qual o fato relevante que impede que possamos lutar por dentro da CUT para dar os rumos que a categoria deseja? Será que eles também defendem a desfiliação da categoria quando da insatisfação com a Direção do sindicato de base?
Não podemos nos furtar de debater os problemas da CUT como fazemos no SINTUFRJ, pois para nos é a mesma lógica, cadê o investimento social da CUT? Por que a CUT não socializa as despesas do nosso CPV? Cadê os movimentos cutistas de rua? Por que a CUT esta sendo caracterizada como adesista ao governo e não as bases? A CUT traiu em que a categoria? Mesmo com todas essas contradições somos contra a sua desfiliação até porque a proposta alternativa é trocar seis por meia dúzia. Movimentos fratricidas só levam à derrota os trabalhadores e não podemos permitir que o rumo do movimento sindical seja a derrota, na nossa avaliação é hora de reflexão e investimento em novas lideranças para oxigenar o movimento sindical.
Com a palavra você que de fato tem interesse em mudar e renovar a luta dos trabalhadores, então vamos participar do seminário “Rumos do Movimento Sindical” e juntos apontar as formas de fortalecimento da organização dos trabalhadores.
Aproveitamos para reforçar que não existe aliança política do nosso coletivo com a Direção anterior do SINTUFRJ (Chapa 1 e 2), na verdade estaremos juntos em posições que sejam do interesse da categoria.

Jeferson Salazar, Jorge Ignácio, Maria José Barcelos, Alexandre Botelho, Chantal Russi, Valéria Baptista, e vários outros companheiros e companheiras que apoiaram a Chapa 1 nas eleições do SINTUFRJ.

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DA UFRJ - webdesign Luís Fernando Couto