17/5/2007
DINHEIRO
Lula
assina
MP
do
reajuste
Medida
provisória
é
publicada
dia
14 e
o
acordo
com
os
novos
salários
já
está
valendo
O
presidente
Luiz
Inácio
Lula
da
Silva
assinou
a
Medida
Provisória
nº
431
que
garante
os
acordos
e o
reajuste
nas
tabelas
salariais
de
17
categorias
do
funcionalismo
federal
que
envolvem
800
mil
servidores.
A MP
foi
publicada
em
edição
extra
do
Diário
Oficial
da
União
(DOU)
de
14
de
maio,
e
nela
estão
contidos
o
texto
do
acordo
de
greve
firmado
com
a
Fasubra,
as
três
tabelas
reajustadas
(2008,
2009
e
2010)
que
constam
no
Anexo
XIV,
a
tabela
de
percentuais
de
incentivo
à
qualificação
e o
termo
de
opção
para
ingresso
no
plano
de
carreira.
Agora
em
junho,
os
técnicos-administrativos
em
educação
(TAEs)
recebem
o
novo
salário.
Para
a
categoria
dos
TAEs,
que
envolve
150
mil
servidores
das
universidades
federais
de
todo
o
Brasil,
o
reajuste
varia
entre
20,84%
e
82,72%
e há
um
acréscimo
de
12,35%
para
todas
as
classes,
de
forma
linear,
com
impacto
a
partir
de
2009.
Em
2010
o
piso
da
categoria
chegará
a
mais
de
R$
1.000,00
e o
teto
a R$
5.600,00,
aproximadamente.
Uma
vitória
significativa,
haja
vista
que
tínhamos
os
piores
piso
e
teto
do
funcionalismo.
A MP
regulariza
a
questão
do
vencimento
básico
complementar
(VBC),
que
prejudicou
boa
parte
da
categoria,
isto
é,
ele
não
será
absorvido
em
decorrência
de
aumentos;
reabre
nova
adesão
à
Carreira
com
prazo
até
14
de
julho
deste
ano
com
efeitos
financeiros
a
partir
do
mês
subseqüente
à
adesão;
e
estabelece
novos
percentuais
para
qualificação.
Os
índices
que
atendem
às
classes
C, D
e E
são
27%
para
Especialização,
52%
para
Mestrado
e
75%
para
Doutorado.
O
parágrafo
6º
do
texto
estabelece
também
para
os
titulares
de
cargos
do
nível
E a
possibilidade
de
aproveitar
disciplinas
isoladas
que
tenham
relação
direta
com
as
atividades
inerentes
ao
cargo,
em
cursos
de
mestrado
e
doutorado
reconhecidos
pelo
MEC
para
certificação
em
programas
de
capacitação
para
fins
de
progressão
por
capacitação
profissional.
O
impacto
dos
índices
passa
a
vigorar
a
partir
da
aprovação
da
lei.
Para
garantir
os
recursos
para
os
aumentos
deste
ano,
o
presidente
Lula
assinou
outra
medida
provisória
que
libera
um
crédito
suplementar
no
valor
de
R$ 8
bilhões.
Mesmo
que
a MP
tenha
ainda
de
ser
votada
pelo
Congresso
Nacional,
ela
já
está
valendo,
e
garante
a
inclusão
imediata
dos
aumentos
nos
contracheques.
Segundo
o
presidente
da
Câmara
dos
Deputados,
Arlindo
Chinaglia
(PT-SP),
há
condições
de
aprovar
a
medida
em
45
dias.
A
publicação
da
MP
põe
fim
à
novela
do
cumprimento
dos
acordos
e do
recebimento
dos
reajustes
pelos
servidores
que
aguardavam
há
mais
de
um
mês
a
definição
do
governo.
Como
se
localizar
na
tabela
Os
reajustes
nas
tabelas
serão
em
três
etapas.
A
primeira
etapa,
programada
para
o
contracheque
de
maio,
já
se
concretiza
no
salário
de
junho;
a
segunda
estabelece
o
mês
de
julho
de
2009
e a
terceira,
julho
de
2010.
Para
visualizar
o
novo
salário,
o
servidor
deve
seguir
os
seguintes
passos:
1 -
De
posse
de
seu
contracheque,
confira
no
cabeçalho
o
campo
da
classe
(A,
B,
C, D
ou
E) e
o
campo
“ref/padrão/nível”.
Veja
qual
é a
sua
classe,
nível
e
seu
padrão.
2 -
Localize
então
na
tabela
de
2008
a
sua
classe,
nível
e
padrão
e
veja
o
salário
correspondente.
Este
será
o
valor
do
seu
vencimento
básico
em
maio.
Sobre
ele
incidem
as
ações
judiciais
e os
adicionais
de
insalubridade
e
periculosidade
para
quem
os
recebe.
Exemplo
I
No
comprovante
de
rendimentos
de
um
eletricista
de
Classe
C,
com
“ref/padrão/nível”
de
número
110,
significa
que
ele
é,
na
Classe
C,
do
nível
de
capacitação
I e
padrão
10.
Hoje
ele
tem
vencimento
básico
de
R$
1.374,55.
Na
tabela
de
maio
deste
ano,
consulte
a
mesma
Classe
C,
nível
I e
padrão
10.
Assim,
encontrará
o
novo
valor
de
vencimento
básico,
que
nesse
caso
passa
a
ser
de
R$
1.571,89.
Exemplo
II
No
comprovante
de
rendimentos
de
um
arquiteto
(Classe
E),
verifique
no
campo
“ref/padrão/nível”
o
número
“410”.
Isso
significa
que
ele
é,
na
Classe
E,
do
nível
de
capacitação
IV e
padrão
10.
Hoje
ele
tem
vencimento
básico
de
R$
2.176,89.
Na
tabela
de
maio,
consultando
a
mesma
Classe
E,
nível
IV e
padrão
10,
o
vencimento
básico
passa
para
R$
2.671,88.
A
luta
do
movimento
A
publicação
da
MP é
um
importante
passo
para
a
luta
da
Fasubra
e do
movimento
dos
TAEs,
mas
ela
não
se
encerra.
A
Federação
continua
a
trabalhar
na
mesa
setorial
de
negociação
o
modelo
do
Anexo
IV,
conforme
aprovado
em
plenária.
Esta
aprovou
a
extensão
aos
integrantes
das
classes
A e
B do
incentivo
à
titulação
aos
cursos
lato
e
stricto
sensu.
E
conforme
previsto
no
acordo
firmado
com
o
governo
depois
da
greve
de
2007,
a
Fasubra
ainda
tem
a
negociar
a
racionalização
dos
cargos
(correção
de
problemas
originados
com
a
organização
dos
cargos
nas
classes)
e os
percentuais
de
incentivo
à
qualificação.
A
conquista
desta
luta
se
traduz
efetivamente
na
materialização
do
que
foi
acordado
pelo
governo
com
os
trabalhadores
das
universidades
depois
de
quase
100
cem
dias
de
paralisação
em
2007.
Uma
luta
que
continuou
depois
do
fim
da
greve
com
a
batalha
da
CPMF
–
justificativa
utilizada
pelo
governo
desde
o
final
do
ano
de
2007
para
não
cumprir
o
acordo
– e
perdurou
com
a
pressão
incessante
do
movimento,
da
Federação,
demais
entidades
e da
CUT,
com
reuniões
e
atos
em
Brasília
diante
da
indefinição
sobre
a
validação
dos
acordos
através
de
MP
ou
projeto
de
lei.
Depois
de
cinco
meses
temos
o
saldo:
*
Aumento
real
do
piso
e do
teto;
*
Ganhos
para
todas
as
classes,
além
dos
limites
colocados
pelo
Governo
no
início
da
negociação;
*
Paridade
entre
ativos
e
aposentados
*
Não-absorção
do
VBC;
e
*
Além
dos
ganhos
salariais
a
conquista
do
auxílio
à
saúde
para
o
conjunto
da
categoria
e
aposentados.
O
round
final
Com
assembléias
marcadas
e
indicativo
de
greve
à
vista,
as
entidades
do
funcionalismo
(Fasubra,
Condsef,
Proifes)
e
mais
a
CUT
fizeram
na
manhã
do
dia
11
Ato
Público
na
Esplanada
dos
Ministérios,
protestando
pela
demora
do
envio
da
MP
ao
Congresso
Nacional.
A
manifestação
arrancou
reunião
com
o
Ministério
de
Planejamento,
e
nela,
depois
de
justificativas
jurídicas
e
políticas
do
secretário
de
Recursos
Humanos,
Duvanier
Paiva,
as
entidades
obtiveram
a
resposta
de
que
a MP
seria
publicada
na
edição
extraordinária
do
DOU
do
dia
15
de
maio
de
2008
e
que
todos
os
acordos
seriam
cumpridos
na
íntegra.
Na
reunião
as
entidades
foram
enfáticas
e
diretas,
afirmando
que
o
aspecto
jurídico
– a
ação
direta
de
inconstitucionalidade
do
STF
questionando
a
suplementação
orçamentária
–
era
uma
questão
interna
de
governo
e
que
estavam
cobrando
o
cumprimento
do
acordo.
As
entidades
manifestaram
sua
opinião
e
informaram
que,
independente
da
posição
e
informação
do
governo,
a
categoria
se
mantinha
em
processo
de
mobilização,
com
indicativo
de
greve,
pelo
cumprimento
do
acordo,
com
o
envio
da
MP
ao
Congresso
Nacional.
Foi
ainda
dito
que
a
demora
na
conclusão
das
negociações,
através
do
instrumento
legal,
colocava
em
risco
todo
o
processo
de
negociação
até
então
firmado
com
os
trabalhadores.
Os
representantes
dos
servidores
federais
ressaltaram
que
o
governo
não
podia
ficar
refém
de
oposição
política.
E
lembraram
que
os
acordos
foram
ameaçados
quando
da
queda
da
CPMF,
no
ano
passado
e
agora
novamente
por
uma
ação
já
prevista
da
oposição
política
do
governo
–
PSDB.
Os
trabalhadores,
por
sua
vez,
é
que
não
podiam
ser
a
vítima
desse
processo.
Após
várias
intervenções,
as
entidades
informaram
que
iriam
aguardar
a
edição
da
MP
no
dia
15
de
maio,
conforme
informação
do
secretário
de
Recursos
Humanos,
mas
que
iriam
manter
o
calendário
de
mobilização.
O
governo
tratou
então
de
publicar
uma
edição
extra
do
DOU
no
dia
14
de
maio.

3/4/2007
Governo
anuncia reajuste no contracheque de maio
1 -
Os técnicos-administrativos da UFRJ e
das demais universidades federais vão
receber os seus salários a partir de
maio com o reajuste salarial previsto
pelo acordo firmado com o governo depois
da greve de 2007. Foi isto que o
ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, anunciou em reunião com os
representantes da Fasubra na
quinta-feira, 13 de março.
2 - A nova estrutura de remuneração dos
técnicos-administrativos será
implementada em três etapas: maio de
2008, julho de 2009 e julho de 2010. Os
percentuais de reajuste da categoria
variam entre 20,84% e 82,72%. A Fasubra,
conforme previsto no acordo, ainda
negociará a racionalização dos cargos
(correção de problemas originados com a
organização dos cargos nas classes) e os
percentuais de incentivo à qualificação.
Reajuste no contracheque de maio, no
pagamento que sai início de junho
Os
técnicos-administrativos da UFRJ e das
demais universidades federais vão
receber os seus salários a partir de
maio com o reajuste salarial previsto
pelo acordo firmado com o governo depois
da greve de 2007. O ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, em reunião
com os representantes das entidades do
funcionalismo público, quinta-feira, 13,
anunciou que o governo enviará ao
Congresso Nacional uma medida provisória
contendo o resultado dos acordos
firmados com a Fasubra e com mais oito
categorias. “Todos os termos dos acordos
firmados ficam mantidos”, garantiu
Bernardo, “o que muda são as datas de
implementação”. A MP será encaminhada
ainda neste mês de março.
Alguns acordos foram repactua-dos e
outros mantidos na sua forma original,
como o da Fasubra. Ao todo, segundo o
ministro, a medida provisória alcançará
800 mil servidores. O anúncio do
ministro encerra uma primeira etapa de
negociação com o governo e os
trabalhadores. E coroa a mobilização dos
servidores, principalmente dos
técnicos-administrativos em educação (TAEs),
que durante três meses pressionaram pelo
cumprimento dos acordos firmados.
A nova estrutura de remuneração para os
TAEs será implementada em três etapas:
maio de 2008, julho de 2009 e julho de
2010. Os percentuais de reajuste da
categoria variam entre 20,84% e 82,72%
quando concluído em 2010. A Fasubra,
conforme previsto no acordo, ainda
negociará a racionalização dos cargos
(correção de problemas originados com a
organização dos cargos nas classes) e os
percentuais de incentivo à qualificação.
Os professores das universidades
federais começam a receber já no próximo
mês. Os reajustes também serão
implementados em três etapas: março de
2008, julho de 2009 e julho de 2010.
Serão unificados o VB (vencimento
básico), a gratificação de atividade
executiva (GAE) e a vantagem pecuniária
individual (VPI).
Novas negociações
Na reunião, os representantes da Fasubra,
Léia de Oliveira e Luiz Antônio Araújo,
destacaram a importância do investimento
na negociação. Eles chamaram a atenção
para a continuidade do processo, haja
vista que ainda se negocia os
desdobramentos do acordo firmado no que
se refere à racionalização e incentivo à
qualificação (Anexo IV), já com
calendário firmado. Os dirigentes
adiantaram que esperam que a negociação
chegue a bom êxito. Os representantes
das outras entidades presentes
ressaltaram a importância do cumprimento
do acordo, dando credibilidade ao
processo de negociação e firmaram suas
posições em relação a itens que ainda
serão negociados.
Medida provisória para atender à
urgência
O motivo
da proposta de MP deve-se à necessidade
de urgência para a inclusão ainda na
folha de março dos reajustes acertados
com os servidores. Estão contempladas as
seguintes categorias: Professores das
Instituições Federais de Ensino,
Administrativos da Polícia Federal,
Incra, Hospital das Forças Armadas,
Agentes de Combate a Endemias,
Ministério da Cultura,
Técnicos-Administrativos em Educação,
PGPE, Previdência, Saúde e Trabalho e
Fiscais Federais Agropecuários, que
somam cerca de 800 mil servidores. O
impacto de 2008 será de R$ 2,1 bilhões.
Além da reestruturação das tabelas, a
principal mudança que será enviada nas
MPs para o Congresso, será a nova
estrutura remuneratória definida para as
carreiras oriundas do Plano Geral de
Cargos do Poder Executivo (PGPE), que
será composta de vencimento básico (VB),
da gratificação de desempenho e da
vantagem pecuniária individual (VPI). As
carreiras são: Administrativos da PF,
Ministério da Cultura, Previdência,
Saúde e Trabalho e Fiscais Federais
Agropecuários.
A MP que será publicada na próxima
semana pelo governo não contempla
algumas categorias que estão em greve,
como os advogados públicos. Também
ficaram de fora do reajuste os
militares, servidores do Banco Central,
do Meio Am-biente, da Funai, da Receita
Federal, do Dnit, da Datasus, da Ciência
e Tecnologia, da Imprensa Nacional e
FNDE, entre outras carreiras.
O ministro Paulo Bernardo destacou que o
governo vai seguir com os trabalhos de
negociação, “estamos retomando os
acordos que fizemos anteriormente e que
por conta da nossa dificuldade
orçamentária foram interrompidos.
Estamos fazendo um esforço para
continuar essas negociações e para
cumpri-las; temos na seqüência algumas
categorias que ainda não conseguimos
fechar acordo e vamos ter que trabalhar
isso”, disse o ministro.
No começo do ano, o governo ameaçou
congelar os reajustes salariais
negociados em 2007 por conta do fim da
cobrança da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação
Financeira) e suspendeu o envio dos
projetos de lei para os reajustes e
reestruturações das categorias do
funcionalismo até a aprovação do
Orçamento, o que só ocorreu na noite de
quarta-feira passada, dia 12 de março.
Na reunião com as entidades, o ministro
sinalizou que a negociação salarial
seria retomada por conta do crescimento
do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,4%
em 2007.
Veja o que foi apresentado para os TAEs
e professores das IFES
TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS EM EDUCAÇÃO
Os técnicos-administrativos em educação
terão nova estrutura remuneratória que
será implementada em três etapas: maio
de 2008, julho de 2009 e julho de 2010.
Os servidores que aderirem ao plano de
saúde passam a ter direito à
contrapartida de 50 reais do auxílio de
saúde suplementar do servidor público,
conforme a Portaria nº 1983/06.
Os percentuais de reajuste da categoria
variam entre 20,84% e 82,72% quando
concluído em 2010.
PROFESSORES DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE
ENSINO SUPERIOR
Os
professores das instituições federais de
ensino superior terão nova estrutura
remuneratória que será implementada em
três etapas: março de 2008, julho de
2009 e julho de 2010.
Nova estrutura remuneratória unifica o
VB (vencimento básico), a gratificação
de atividade executiva (GAE) e a
vantagem pecuniária individual (VPI).
O adicional de titulação passa a ser
definido de acordo com classe e padrão
em que o servidor está incluído.
A gratificação de estímulo à docência
passa a ser calculada com a mesma
pontuação para todos os docentes,
inclusive os aposentados.
Os índices de reajuste dos docentes são
diferenciados de acordo com a titulação
do professor. E vão de março de 2008 a
julho de 2010, com percentuais de 20,5%
a 61,8%.
Os percentuais de reajuste dos
técnicos-administrativos variam entre
20,84% e 82,72%, e para os professores
eles variam de 20,5% a 61,8%, até 2010.
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