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9º CONGRESSO

TESES    
 

 

Área para downloads das apresentações no 9º CONSINTUFRJ em PPT

Adeilson - Conjuntura
Albana - Educação e Transformação
Ana Maria - Reestruturação do Ensino Superior
Lucia Reis - Organização Sindical no Setor Público
Rosane - Desafios da Organização Sindical
Osório - Papel do Servidor: uma história de construção



TESE RESGATANDO O SINTUFRJ PARA A CATEGORIA

Introdução
Somos um movimento suprapartidário composto por vários companheiros das diferentes unidades da UFRJ que se coloca contra a partidarização da nossa entidade (SINTUFRJ) e a nível Nacional tem reafirmado esta mesma posição e que busca na luta fortalecer o sindicato a partir da construção coletiva fomentada em cada local de trabalho.
Sabemos que existem críticas ao nosso sindicato, porém nem sempre feitas nos fóruns próprios da categoria. Desta forma queremos conscientizar toda base a se organizar e participar das instâncias do movimento, pois é nele que juntos poderemos construir a linha política do sindicato que queremos. Não basta apenas eleger a Direção do sindicato e transferir toda responsabilidade aos eleitos. Na verdade, se queremos um sindicato forte, temos que participar acompanhando, criticando e ajudando na implantação das propostas apresentadas na sua carta programa.
Acreditamos nas transformações sociais feitas a partir das ações de massas mobilizadas, conscientes e que se tornem organizadas para reivindicar, propor e assumir a direção. Por esta razão precisamos nos movimentar para resgatar o movimento sindical daqueles que se aproximam apenas com a intenção de galgar cargos nas várias hierarquias do poder. Desta forma não podemos aceitar nenhum movimento que busca a divisão criando outras entidades para “representar” a categoria.

BALANÇO DE GESTÃO

Em respeito a toda categoria, em especial aos que depositaram nas urnas o voto de confiança neste coletivo fazendo com que elegêssemos 08 (oito) dos 27 (vinte e sete) Diretores, iniciaremos as nossas TESE apresentando um BALANÇO DE GESTÃO, pois é a partir dele que acreditamos que deve ser a relação entre representantes e representados. Sendo assim, buscando cumprir sua carta programa no tocante à TRANSPARÊNCIA ADMINISTRATIVA, os membros da Diretoria Eleitos pela CHAPA 3 – TRIBO/UFRJ após assumirem a Direção
realizaram durante o primeiro semestre um trabalho cotidiano de análise do funcionamento da entidade para, a partir dele, apresentar proposições que venham reduzir despesas, que do nosso ponto de vista não correspondem às finalidades políticas de nosso sindicato.
Nosso objetivo principal é repensar a dinâmica administrativa do SINTUFRJ, buscando disponibilizar recursos para que possamos sanar as dívidas encontradas na entidade, bem como criar as condições necessárias para o desenvolvimento de projetos de formação e organização sindical, além de atividades sociais para o conjunto da categoria. Desta forma, este balanço parcial apresentará para o conjunto da Categoria a situação financeira e a política de pessoal encontrada na posse, assim como algumas propostas apresentadas por nosso coletivo para buscarmos, em conjunto, caminhos que nos permitam diminuir a crise financeira da entidade que afeta sua atuação nas finalidades centrais e o desenvolvimento de ações objetivas para a organização sindical.



Situação Financeira na Posse

Na posse registramos que não houve transição de uma gestão para outra, logo não tivemos conhecimento da situação financeira da entidade, por isso qualquer questão referente ao período até 20/06/06, não temos nenhuma responsabilidade política.
Em cópias de relatórios entregues pela gestão anterior encontramos no dia 20/06/06 o seguinte saldo bancário: Banco do Brasil R$ 10.000,00 de Limite no Cheque especial e saldo credor em conta de R$ 3.604,39, totalizando um valor de R$ 13.604,39; no Banco Real R$ 40.000,00 de Limite do especial e saldo devedor em conta corrente de R$ 23.062,95 e na CEF conta utilizada somente em caso de demissão de funcionários do sindicato saldo R$ 2.215,82 credor. Porém encontramos nesta data um total de contas a pagar de R$ 260.000,00.
Nestes relatórios constavam cópias de contratos com prazos vencidos que foram cancelados.
A folha de pagamento é de aproximadamente 60% da receita do sindicato. Quando somamos as despesas fixas de folha de pessoal, CUT e FASUBRA, o custo chega a 71% da receita, nos restando apenas 29% para todas as demais atividades.
A receita mensal é de + R$ 560 mil reais.



Política de Pessoal Encontrada

A política de pessoal é realizada pelo “CONTRATO COLETIVO DE TRABALHO”, porém registramos que este contrato data de 2005 com protocolo no Ministério do Trabalho de 2006, período correspondente à eleição para direção da entidade. Este contrato inclusive deveria ser submetido a uma instância superior, conforme manda o parágrafo único do art. 67 do nosso Estatuto. De qualquer forma o prazo do mesmo já foi esgotado e precisamos urgente repensá-lo;
Os trabalhadores do SINTUFRJ são contratados pela CLT, porém no “contrato” a malha salarial aplicada é a mesma dos Trabalhadores da UFRJ. Entretanto não se aplica a mesma regra para concessão das ações judiciais (já que existe pessoal ganhando 28% e 3,17% após a concessão e com data de admissão posterior às ações), pagamento de gratificações de chefias (a tabela é em percentual ao salário diferente da nossa, que é uma tabela publicada com valores fixos) e progressão funcional (não se avalia o trabalhador e nem exclui os que tiveram advertência e suspensão) e nem processo público de contratação (contratos por indicações políticas, já que alguns que trabalharam nas eleições passadas foram contratados). Em nossa gestão duas contratações foram realizadas através de seleção pública.
O quadro de Pessoal encontrado era de 70 funcionários CLT com um plano de carreira igual ao nosso (PCCTAE). Sua distribuição no plano se dá da seguinte forma: 33 da classe E, 28 na classe D, 06 na classe C e 03 na classe A; constando ainda 13 prestadores de serviço e 14 estagiários. Hoje o quadro atual é de 68 funcionários, já que foi reduzido em dois, sendo um Professor e um Assistente em Administração.
Em termos de Cargo são: 09 Advogados, 12 Assist. em Administração, 01 Analista de Sistema, 03 Aux. Operac. Serv. Div, 01 Contínuo, 01 Encarregado Administrativo, 01 Instrutor de Dança de Salão, 04 Jornalistas, 04 Motoristas, 01 Operador de Som, 02 Prof. Música, 11 Professores do CPV, 01 Prof. Ed. Física, 02 Programadores Visual, 01 Secretária, 10 Seguranças, 02 Téc. Artes Gráficas, 01 Téc. Adm. Financeira, 01 Téc. de Tecnologia da Informação. Registramos que dentro dos cargos ocupados existem cinco funcionários exercendo cargo de nível superior sem a devida escolaridade exigida.
Apesar de ser um “contrato coletivo” com malha salarial nos moldes da UFRJ, não consta nenhum programa de avaliação de funcionário para concessão de progressão funcional. Hoje implantamos um sistema de avaliação para tal concessão e acabamos com a progressão pela relação de proximidade com a direção.
Existe uma reclamação dos empregados de um passivo trabalhista de progressões não concedidas (diretoria anterior) que segundo estudos preliminares seria de R$ 344 mil. Nosso entendimento é que esta dívida deve ser reavaliada, pois existem casos em que o servidor recebe além das normas estabelecidas, como é o caso do pagamento das ações judiciais para quem não tem direito.
Os valores estabelecidos pelo “acordo coletivo de trabalho” estabelecem percentuais va-riáveis a cada chefia por setor, e no caso do Departamento Jurídico todos os advogados recebem uma gratificação denominada de atividade jurídica. No caso do CPV existia até meados de nov/06 o pagamento de gratificação para dois coordenadores pedagógicos ligados à direção anterior, hoje o CPV tem somente um coordenador

Análise das finanças do SINTUFRJ

Ao assumirmos a Direção do Sindicado em 21 de junho de 2006 nos deparamos com uma situação difícil no que diz respeito ao financeiro, já que nosso déficit à época se aproximava de R$ 260.000,00 (duzentos e sessenta mil reais), referente aos valores prorrogados. Esclarecemos que esta dívida era num montante acima dos recursos arrecadados.
Hoje, um ano e quatro meses depois, fazendo um trabalho coerente, transparente e com muita seriedade, conseguimos diminuir este déficit. Com uma redução que se encontra hoje num patamar de 30% das despesas à época em que assumimos, podemos informar que a dívida de R$ 260 mil (referente aos prorrogados) foi reduzida para aproximadamente R$ 100 mil. Como exemplos positivos desta administração para tal redução podemos citar:
Cancelamento do contrato com os Correios que nos custava em média R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) ao mês, contrato este responsável pelo envio do Jornal à residência dos aposentados. Com uma boa política econômica e grande negociação, foi assinado novo contrato, onde conseguimos reduzir este valor em R$ 21.000,00 (vinte e um mil reais) ao mês. Atualmente pagamos mensalmente o valor de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais). Redução esta de 55%.
O SINTUFRJ tinha um contrato de aluguel de 03 (três) máquinas copiadoras Xerox (pequeno porte que estava nas Subsede da PV, HU e secretaria Sede) que consumia de nossos recursos R$ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais) mensais. Hoje encerramos o contrato e adquirimos 03 (três) máquinas Xerox M20I (equipamento de ótima tecnologia e obviamente de trabalho de qualidade) com o custo de R$ 1.400,00, (Hum mil e quatrocentos reais) mensais. Mais uma vez conseguimos fazer uma aquisição onde iremos efetuar o pagamento de apenas 12 parcelas de R$ 1.400,00 que ao término serão incorporadas ao patrimônio do sindicato.
Conseguimos através de cotação de preço fazer uma redução significativa na aquisição de papel, toner e suprimentos para as máquinas de Xerox do sindicado (máquinas estas de grande porte). Infelizmente nas gestões passadas não eram feitas as cotações ou tomadas de preço. Representando uma redução de 40%.
O cancelamento do contrato da CIEE, empresa esta que nos cobrava quase R$ 1.000,00 (Hum mil reais) mensalmente pelo serviço de encaminhar estagiários para atuarem junto ao DEJUR e DECOS do sindicato. Atualmente o Departamento Jurídico é o responsável pelo processo de seleção dos novos estagiários, com transparência e a um custo menor para o sindicato. Redução esta de 70%.
Intensificamos com determinação as negociações com os nossos parceiros como por exemplo: AMIL, GOLDEN GROSS e outras. Fazendo prevalecer os direitos dos nossos associados, inclusive com menores reajustes.
Demissões: Fizemos 02 (duas) demissões do quadro de pessoal do sindicato, pois os mesmos não estavam dando o retorno devido a nossa instituição, são eles: Uma professora do Curso de Pré-vestibular do Sintufrj (CPV), a mesma estava afastada das atividades por mais de um ano e meio recebendo seu salário mensal e benefícios sem ter dado uma aula sequer neste período. Informo que a referida professora estava devidamente autorizada pela Direção passada. O outro funcionário demitido era secretário do Curso de Pré-vestibular do Sintufrj (CPV) no Fundão, este foi demitido por não demonstrar mais interesse em continuar sendo funcionário do sindicato.
Implantamos a transparência e coerência nas contratações, levando em consideração a real necessidade, nosso novo lema é “Só se contrata neste sindicato se for absolutamente necessário”, preservando o interesse da coletividade. Nesta gestão defendemos a retomada do processo de seleção pública, como foi o caso da substituição do professor de geografia para o CPV em que nomeamos uma banca e do Vigilante que tornamos público em assembléia.
Passamos a cobrar de toda a diretoria austeridade fiscal no sentido de conter os gastos desnecessários em nosso Sindicato, bem como planejar as atividades que geram despesas.
Implantamos um sistema mais rigoroso na avaliação dos trabalhos feitos na nossa reprografia, tais como: doações ou trabalhos com descontos.
Conseguimos reduzir nossas despesas com os Bancos nos quais temos contas (Banco do Brasil e Banco Real), negociando por menores juros e diminuição das tarifas bancárias.
Conseguimos aprovar a parceria com a Universidade Estácio de Sá (mesmo com a divergência no âmbito da diretoria). Visualizamos que seria de extrema relevância aos nossos associados poderem obter um desconto em suas mensalidades de até 40% nos cursos de graduação, pós-graduação e em seus vários cursos técnicos.
Conseguimos reduzir os gastos com aquisição de material de expediente, limpeza e informática. Cabe ressaltar sem prejuízo ao bom funcionamento e qualidade de trabalho. Negociamos com os fornecedores um preço melhor para o nosso sindicato. Representando uma redução de 25 %.
Realizamos o pagamento da metade do 13° salário dos funcionários deste sindicato sem a necessidade de efetuar empréstimos (como sempre era feito nas gestões passadas).
Com a redução das despesas supracitadas, conseguimos melhorar o funcionamento de todo o Sindicato, primeiro planejando as ações e substituindo vários computadores de setores importantes como o DECOS (responsável pelo jornal), dando mais qualidade e condições de trabalho aos profissionais.
Pela primeira vez uma Direção apresenta de forma transparente um relatório sobre as finanças do sindicato em que torna público muitas situações antes desconhecidas da categoria.
Verificou-se também que os grandes gastos fixos da entidade estavam concentrados na folha de pagamento com seus encargos que geram impactos na ordem de 60% da receita (valores de Dez/06 R$ 318.961,10). A partir dos dados da folha de pagamento, avaliamos quais os setores com maior impacto financeiro, número de funcionários, bem como a necessidade e a eficácia desses setores em relação às demandas da categoria. Nesta busca encontramos o Departamento Jurídico com um custo médio aproximado de 25%, e o CPV com o custo médio aproximado de 19%. Podemos observar que somado os dois departamentos teremos um custo mensal aproximado na ordem de 45% da folha de pagamento.
Para melhor entendimento, apresentaremos uma análise financeira detalhada da Folha de Pagamento de Pessoal por áreas de maior impacto financeiro para o funcionamento da entidade da seguinte forma:

1 – Departamento Jurídico
2 – Curso Pré-Vestibular
3 – Funções Gratificadas

1. CORPO JURÍDICO – Formado por 09 Advogados, 01 Assist. Administração e 13 estagiários, consome aproximadamente R$ 70 mil mensais com encargos trabalhistas. O quadro de Advogados é dividido da seguinte forma: 02 (dois) Assessores, 03 (três) Área Civil e 04 (quatro) na Área Trabalhista. Cabe observar que a Assessoria só trata dos processos coletivos e ações contra o sindicato.
O atendimento jurídico a toda categoria está dividido em 04 plantões por semana, sendo 02 para área trabalhista e 02 para área civil, sendo um na Sede e outro na Subsede do HU, cabe acrescentar ainda o agendamento mensal de plantão na Sede-PV. A partir desses registros, detectamos os seguintes atendimentos:
Área Civil = 1.117 atendimentos no ano de 2006 e 1.155 até dia 15/11/2007;
Área trabalhista = 768 atendimentos no ano de 2006 e 752 até dia 12/11/07.
Cabe observar que não consideramos os atendimentos da PV por não terem registros em 2006.
A título demonstrativo, realizamos uma pequena análise da média de atendimento por advogado e para nossa surpresa encontramos o seguinte resultado: Área Cível 1,41 e na área Trabalhista 0,73 atendimentos por dia. Consideramos a carga horária semanal de 20 horas (de acordo com o “contrato de trabalho”) e o mês de 22 dias úteis. Lembramos que são 11 estagiários que participam deste atendimento e não foram computados. Acrescentamos ainda que a Assessoria de 02 (dois) advogados também não foi computada nesta análise.
Continuando com o demonstrativo, podemos afirmar que o custo por atendimento mensal é aproximadamente de R$ 450,00. Entretanto é bom registrar que estamos falando apenas de equiparação com a folha de pagamento, pois nos faltou registro oficial da quantidade de atendimentos que geraram processos judiciais, o que elevaria o custo com combustível para audiência e cópias de processos.

OBS. 1: Lembramos ainda da existência de contrato com advogados do FGTS da época da ASUFRJ.
OBS. 2: Nesta gestão nos foi proposto contratar mais um Advogado para os quadros do sindicato e este coletivo teve a compreensão que não deveria. Entretanto tivemos a sensibilidade de realizar um contrato de prestação de serviço de um influente advogado em Brasília para acompanhar a Ação Civil Pública que trata da demissão de vários membros da categoria.

2.CURSO PRÉ-VESTIBULAR – Atualmente com um quadro de 11 professores distribuídos nas seguintes disciplinas:
Espanhol 80h/a
Literat./Português 160h/a
História-160h/a
Geografia 160h/a
Física 200h/a
Redação/Pol.Sociedade 160h/a Matemática 240h/a
Química 200h/a.
Biologia 160h/a
Orientação Profissional 120h/a Inglês 80h/a

Obs. 1 : Cabe destacar que essas cargas horárias são consideradas em dobro por deliberação das gestões anteriores, porém em consulta ao Sindicato dos Professores verificamos que não existe obrigatoriedade de que a carga horária de planejamento seja igual à de sala de aula, logo queremos discutir o planejamento do próximo ano de maneira justa para com os professores e com as finanças do sindicato.
Obs. 2 : Cabe registrar que recebemos o CPV com uma Professora afastada por mais de um ano por ordem da Direção anterior recebendo sua remuneração e benefícios como se em exercício estivesse. Nossa iniciativa foi discordar desta situação e buscar sanar o problema ouvindo a envolvida e posteriormente apontando a sua demissão.

O custo da folha de pagamento com encargos é de aproximadamente R$ 59 mil.
CPV em números 2006 - Foram inscritos 66 sindicalizados, de outras categorias 71 (reserva 25% das vagas para outros sindicatos); e de dependentes 189, totalizando 326 inscritos. Matriculados 301 divididos em 159 no IFCS e 142 no Fundão. Entretanto, segundo o Coordenador Acadêmico do CPV, o número de alunos que freqüentaram o curso até o fim do ano letivo de 2006 foi de aproximadamente 120 alunos.
Considerando a média de 120 alunos equiparados ao custo médio da folha de pagamento, encontramos o custo aproximado por aluno de R$ 492,00, lembrando que o material didático também é oferecido pelo sindicato e o custo será muito maior.
Podemos observar que o custo médio por aluno para o sindicato é muito alto e que precisamos urgentemente buscar co-responsáveis para o financiamento deste projeto (FAT, Projeto de Extensão junto à UFRJ, outras entidades) para subsidiar estes valores, visto que do nosso ponto vista, o papel do SINTUFRJ é formular e disputar políticas públicas de educação e formação política, e não simplesmente gerenciar e financiar ações educacionais.
Mesmo considerando este projeto de excelência e de grande importância para a categoria, faz-se necessário reavaliarmos o projeto político-pedagógico do CPV dado o alto índice de procura pela categoria para dependentes, alta evasão e a baixa taxa de aprovação apresentada nos últimos anos.

3. FUNÇÕES GRATIFICADAS – São pagas 09 (nove) FGs e sua distribuição é da seguinte forma:
FG-1 R$ 2.287,78;
FG-2 R$ 2.018,63;
FG-3 R$ 1.937,89;
FG-4 R$ 1.830,23;
FG-5 R$ 1.345,76;
FG-6 R$ 835,25;
FG-6 R$ 835,25 (férias);
FG-7 R$ 692,07;
FG-8 R$ 692,07;
FG-9 R$ 596,61.

O seu valor total é de R$ 13.071,54 ref. Fl.out/07. Portanto, mesmo tendo uma malha salarial nos moldes da UFRJ, a tabela paga para as FGs nada se equiparam.
Outra questão importante para se analisar é que o pagamento do plano de saúde dos funcionários é custeado pelo SINTUFRJ com a taxa administrativa recebida dos convênios.
Obs.: Construímos um relatório detalhado sobre o que encontramos no sindicato; caso tenha interesse de conhecer, solicite através dos e-mails: iaciazevedo@sintufrj.org.br francisco@sintufrj.org.br evandro@sintufrj.org.br

PLANO DE RECUPERAÇÃO DAS FINANÇAS DO SINTUFRJ

Diante do quadro financeiro negativo do sindicato, propomos um plano de recuperação financeira fortalecida a partir de uma política voltada para o aperfeiçoamento das atividades que correspondam aos interesses da categoria, que aponta para, toda Diretoria, a busca de soluções e parcerias com outras instituições. O Sintufrj apresenta hoje uma estrutura funcional e administrativa que mais se assemelha à de uma empresa privada sem propósito de produção que a uma entidade sindical. Sua folha de pagamento tem quase a envergadura de uma empresa de médio porte, mas pouco corresponde às demandas imedia-tas da categoria e muitas vezes, considerando o porte de sua categoria, falta proporcionalmente às demandas históricas por limitações financeiras.

Balanço Político

Mesmo vivenciando uma gestão proporcional e sendo minoria na Direção, tivemos oportunidade de liderar várias ações que significaram ganhos para a categoria:
Realizamos Cursos de formação política, instalamos o Conselho paritário no CPV, participamos da Copa FASUBRA em Goiás, re-ativamos a Escolinha de Futebol, participamos do Torneio em conjunto com a PR4 e outro torneio na UFF, lideramos várias eleições de Delegados Sindicais de Base; lideramos toda greve na UFRJ; instalamos o GT-Carreira do SINTUFRJ; participamos de várias reuniões por locais de trabalho; a partir de estudos no GT-saúde foi conquistada a redução dos valores do plano de saúde da PR4/CAURJ; nossa participação efetiva no plebiscito da Vale do Rio Doce e a liderança inclusive do questionamento sobre a condução da greve pela FASUBRA.

O QUE SERÁ NOSSA CENTRALIDADE NESTE 9º CONSINTUFRJ

Conjuntura: Internacionalmente queremos nos inserir no debate sobre o aquecimento global em defesa do meio ambiente e contra a política imperialista dos EUA que invade os países em busca do petróleo. Continuamos acompanhando a luta dos trabalhadores franceses em defesa da previdência. Na América Latina queremos apoiar o MERCOSUL em contraposição à ALCA.
Na conjuntura Nacional, visualizamos três momentos difíceis para o movimento sindical, primeiro pela questão da regulamentação da greve aprovada pelo STF em que emperra qualquer processo de luta dos trabalhadores do Serviço Público. Segundo é a tramitação do PL 248/98 no Congresso Nacional, dito “casa do povo”, que aponta a demissão do servidor por insuficiência na avaliação de desempenho, quando sabemos que na verdade o que nos falta é investimento em condições de trabalho e qualificação do trabalhador. Sabemos que o que funciona ainda no Serviço Púbico é graças aos Trabalhadores Servidores Públicos e não aos Principados gestores do Serviço Público. E por último é a divisão do movimento sindical, que ao invés de discutir as dificuldades existentes no conjunto das suas forças e/ou lideranças tentam descaracterizar a CUT como a Central mais avançada que existe com graves problemas e tentam apresentar outras centrais sindicais como opção da classe trabalhadora, quando entendemos que existe uma crise no movimento sindical que não é privilégio da CUT, existindo também na Fasubra e Sintufrj, entendemos que a forma correta é participarmos interferindo para sua mudança e não sua prematura desfiliação, pois acreditamos que a CUT ainda é nossa referência na luta dos trabalhadores, os equívocos cometidos por Luis Marinho e Cia não são maiores que o tamanho da CUT-CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES. No próximo ano teremos eleições municipais, e na qualidade de cidadãos precisamos ficar atentos às promessas e vida pregressa dos candidatos. Antes de votar devemos acompanhar sua atuação e compromisso com o projeto de interesse da sociedade e da classe trabalhadora.

Carreira: Estaremos lutando pelo resgate da carreira original iniciada com o PCCTAE e que busca respeitar o Peão e o Doutor, pois considera que os fazeres dentro da instituição deve ter a sua valorização linear. Acompanharemos de perto o processo de racionalização dos cargos, pois durante a greve tivemos a infelicidade de observar que companheiros aguerridos na oposição ao governo Lula acabaram por aceitar a sua lógica de poder voltar ao PUCRCE. E assim poderemos sofrer com o retrocesso em alguns cargos, já que a visão do governo passa pela visão única de escolaridade, não podemos esquecer a luta pela ASCENSÃO FUNCIONAL. Queremos inclusive fortalecer a participação da CIS nesta empreitada.
Estaremos ainda cobrando da reitoria à implantação do programa de avaliação e capacitação, bem como a ocupação das vagas ociosas da graduação para técnicos-administrativos.

Educação: O nosso Projeto Universidade Cidadã da FASUBRA é o rumo necessário para construir a universidade que queremos, pois nele está contido todo acúmulo dos debates da categoria. Estaremos continuando a nossa luta para que a universidade avance na discussão sobre políticas de acesso e cotas. Precisamos pautar também ações para fomentar a implantação da LIBRAS (Língua Brasileira de Surdos) dentro da escola, bem como na capacitação de servidores que atendem ao publico em geral. Precisamos acompanhar a implantação do PRE na universidade, pois sem concurso e recursos será a extensão dos problemas existentes. Por isso entendemos que o REUNI apesar de não ser o processo ideal não podemos desconsiderar sua aprovação como mecanismo de recebimento de verbas.

Saúde: Acabamos de conquistar com a nossa greve um auxílio de R$ 42,00 por titular e dependente e defendemos a implantação do plano porém temos conhecimento que estes valores além de insuficientes não contemplarão toda categoria. Portanto, a luta continua em busca da isonomia dos valores oferecidos pelo governo a outras instituições. Nossa participação na comissão da reitoria foi fundamental para que fosse apresentada uma proposta que pudesse atingir maior número da categoria neste plano, pois quem ganha até o valor base de cálculo do IR só contribuirá com o valor de R$ 42,00 para um plano completo com direito inclusive ao plano odontológico.
Continuar a luta contra o Projeto de Fundação Estatal em defesa dos HUs garantindo que estes continuem cumprindo a seu papel social de ensino, pesquisa, extensão e assistência.

Organização sindical: Neste espaço discutiremos a relação com a CUT e esperamos que os atuais e ex-diretores desta central pertencentes a nossa categoria possam prestar os devidos esclarecimentos da sua atuação como dirigentes. Lembramos que na gestão ante-rior o VAL teve diretor no SINTUFRJ e ao mesmo tempo na executiva Nacional da CUT e sua atuação em ambas as entidades em nada acrescentou para a classe trabalhadora, pois foi nesta gestão que o Governo aprovou a reforma da previdência contra o servidor público, provando desta forma que o problema não está na entidade e sim nas pessoas que conduzem à política.

Alteração estatutária: Nesta questão precisamos aperfeiçoar o nosso estatuto de forma a ser claro e objetivo sobre a participação dos Delegados Sindicais de Base e do funcionamento do Conselho, bem como iniciar um debate sobre a reformulação desta representação, visto que a nossa carreira já determina uma nova nomenclatura estrutural por ambientes organizacionais. Outro ponto importante que queremos iniciar o debate é a possibilidade de realizar uma única eleição com todos os delegados sindicais de base junto com a eleição para Direção.
Defenderemos que todos os que optam pelo nosso sindicato devem contribuir para nosso processo de luta sem descriminação, se Docente ou Técnico-Administrativo.
Em função do inchaço funcional do sindicato, precisamos estabelecer um dispositivo estatutário de limitação com a folha de pagamento de pessoal.

Plano de Luta Interno

1 - Lutar pela criação da escola de formação do servidor (proposta encaminhada por nos na apresentação do PDI e PRE);
2 - Lutar para que seja garantido o valor igual ou maior que 1% da folha de pessoal para investimento em capacitação e qualificação;
3 - Manter a Luta histórica por uma Sede Social para a categoria;
4 - Promover a participação da Categoria em todos os órgãos deliberativos da Instituição;
5 - Fortalecer a representação da CIS;
6 - Buscar parcerias para manutenção do Curso Pré-vestibular, já que o mesmo consome em torno de R$ 60 mil reais mensais só na folha de pagamento;
7 - Lutar pela construção do Colégio de Aplicação no Fundão e ampliação de vagas na creche universitária;
8 - Lutar pela participação do aposentado nas eleições para Reitor e representação no CONSUNI;
9 - Lutar por uma política de Esporte como prevenção contra doenças;
10 - Contra o pagamento de estacionamento dentro da Universidade.

Plano de Luta Externo

1 - Lutar pela ascensão funcional;
2 - Lutar pela racionalização dos cargos atendendo às demandas institucionais e funcionais;
3 - Defender o projeto de Universidade Cidadã para os trabalhadores;
4 - Lutar contra a terceirização das universidades;
5 - Lutar pelo aumento dos valores do Pagamento das Diárias;
6 - Confirmar o nosso apoio ao MOSAP (movimento dos aposentados)

OBS.: Em função do limite dos caracteres, estaremos no congresso apresentando complementação da nossa TESE.

COLETIVO TRIBO e INDEPENDENTES



Quer mudar o Sindicato? O lugar é aqui!

APRESENTAÇÃO

Somos um movimento suprapartidário composto por vários companheiros das diferentes unidades da UFRJ que não aceita a partidarização da nossa entidade e que busca na luta fortalecer o sindicato a partir da construção coletiva fomentada em cada local de trabalho. Sabemos que existem críticas ao nosso sindicato, porém não são feitas nos devidos fóruns da categoria. Desta forma, queremos conscientizar toda a base a se organizar e participar deste congresso, pois é nele que juntos poderemos construir a linha política do sindicato que queremos.

Para conhecimento da categoria, apresentamos o resumo de nossa tese para que você possa se organizar, realizando reuniões, debatendo e trazendo propostas para que juntos possamos defendê-las no próximo congresso do SINTUFRJ:
Carreira: Estaremos lutando pelo resgate da carreira original iniciada com o PCCTAE e que busca respeitar o peão e o Doutor, pois considera que os fazeres dentro da instituição deve ter a sua valorização linear. Estaremos ainda cobrando da reitoria a implantação do programa de avaliação e capacitação, bem como a ocupação das vagas ociosas da graduação para técnicos administrativos.
Educação: O nosso Projeto Universidade Cidadã da FASUBRA é o rumo necessário para construir a universidade que queremos, pois nele está contido todo acúmulo dos debates da categoria. Continuaremos a nossa luta para que a universidade avance na discussão sobre políticas de acesso e cotas.
Saúde: Acabamos de conquistar com a nossa greve um auxílio de R$42,00 por titular e dependente e defendemos a sua implantação, porém temos conhecimento de que estes valores, além de insuficientes, não contemplarão toda a categoria. Portanto, a luta continua em busca da isonomia dos valores oferecidos pelo governo a outras instituições.
Continuar a luta contra o Projeto de Fundação Estatal em defesa dos HUs, garantindo que estes continuem cumprindo a seu papel social de ensino, pesquisa, extensão e assistência.
Organização sindical: Neste espaço discutiremos a relação com a CUT e esperamos que os atuais e ex-diretores desta central pertencentes a nossa categoria possam prestar os devidos esclarecimentos da sua atuação como dirigentes. Lembramos que na gestão anterior o VAL (Vamos a Luta) teve diretor no SINTUFRJ e ao mesmo tempo na Executiva Nacional da CUT e sua atuação em ambas as entidade em nada acrescentou para a classe trabalhadora, provando desta forma que o problema não está na entidade e sim nas pessoas que conduzem a política.
Prestação de contas: Queremos resgatar que em nossa posse afirmamos que assumiríamos responsabilidades a partir daquela data, devido ao desconhecimento financeiro da nossa entidade referente aos anos anteriores. Nossa atuação durante o primeiro semestre nos possibilitou construir um relatório detalhado contendo toda a situação encontrada que apresentamos no seminário da Direção realizado no início deste ano. Inicialmente podemos informar que encontramos um sindicato com R$250 mil a pagar e um quadro de 70 funcionários contratados pela CLT, mas com um contrato coletivo de trabalho equiparando a situação funcional com a nossa carreira, consumindo uma receita de 60% da arrecadação, e ainda algumas ações trabalhistas contra o sindicato. No congresso apresentaremos este relatório na íntegra a todos os delegados.
Neste ponto queremos, de forma transparente, apresentar para conjunto da categoria onde aplicamos o seu dinheiro, pois infelizmente há gente que acha que Diretor do sindicato é remunerado. Por esta razão é importante que este tema seja debatido com toda tranqüilidade e clareza, para que todos tenham entendimento. Queremos ainda apresentar os avanços do sindicato com nossa atuação na gestão.
Observação: Caso tenha interesse de conhecer o nosso relatório, solicite através dos e-mails: iaciazevedo@sintufrj.org.br, francisco@sintufrj.org.br, evandro@sintufrj.org.br
Alteração estatutária: Nesta questão, precisamos aperfeiçoar o nosso estatuto, de forma a ser claro e objetivo sobre a participação dos Delegados Sindicais de Base e do funcionamento do Conselho, bem como iniciar um debate sobre a reformulação desta representação, visto que a nossa carreira já determina uma nova nomenclatura estrutural por ambientes organizacionais. Outro ponto importante que queremos iniciar o debate é a possibilidade de realizar uma única eleição com todos os delegados sindicais de base junto com a eleição para Direção.

Plano de Luta Interno
01 - Lutar pela criação da escola de formação do servidor (proposta nossa encaminhada na apresenta- ção do PDI e PRE);
02 - Lutar para que seja garantido o valor igual ou maior que 1% da folha de pessoal para investimento em capacitação e qualificação;
03 - Manter a Luta histórica por uma Sede Social para a categoria;
04 - Promover a participação da Categoria em todos os órgãos deliberativos da Instituição;
05 - Fortalecer a representação da CIS;
06 - Buscar parcerias para manutenção do curso pré-vestibular, já que o mesmo consome em torno de R$ 60 mil reais mensais só na folha de pagamento (fora o material didático);
07 - Lutar pela construção do Colégio de Aplicação no Fundão e ampliação de vagas na creche universitária;
08 - Lutar pela participação do aposentado nas eleições para Reitor e representação no CONSUNI;
09 - Lutar por uma política de Esporte como prevenção a doenças;
10 - Cultura e lazer para a categoria.

Plano de Luta Externo
01 - Lutar pela ascensão funcional;
02 - Lutar pela racionalização dos cargos atendendo às demandas institucionais e funcionais;
03 - Defender o projeto de universidade cidadã para os trabalhadores;
04 - Lutar contra a terceirização das universidades;
05 - Lutar pelo aumento dos valores do Pagamento das Diárias.

COLETIVO TRIBO E INDEPENDENTES


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