A nova sede
do Centro de
Vacina de
Adultos da
Divisão de
Saúde do
Trabalhador
(CVA/DVST),
na entrada
do bloco L
do Centro de
Ciências da
Saúde, foi
oficialmente
inaugurada
com uma
solenidade
no dia 3 de
março, na
biblioteca
do CCS,
marcada por
um
importante
balanço nos
avanços e
carências
nas
políticas de
saúde do
trabalhador
na UFRJ.
A
coordenadora
do Centro,
Maira
Fontanelli,
contou a
trajetória
de
consolidação
do serviço,
com esforço
da equipe em
meio a
muitas
dificuldades
e do apoio
da
administração,
inclusive na
atualização
dos
profissionais,
o que fez
com que se
tornassem
alguns dos
poucos
especialistas
no Rio na
área de
conservação,
por exemplo.
Ela
relacionou
atividades
do centro na
UFRJ e em
eventos
públicos que
a
Universidade
promove e
agradeceu os
elogios. "É
legal o
reconhecimento,
mas é mais
legal saber
que a gente
pode
contribuir
para a saúde
pública",
disse,
comentando
sobre a nova
campanha
abraçada
pelo CVA,
que se
inicia dia
8, de
vacinação
contra o
vírus da
gripe A
(H1N1).
Maira
comemorou a
mudança de
local, agora
num centro
de saúde e
próximo a
dois grandes
hospitais (o
HU e o IPPMG),
e lembrou,
um a um, os
profissionais
da equipe
que
contribuíram
para que o
centro
crescesse e
se
consolidasse
como um
serviço de
referência
na UFRJ.
O
coordenador
do SINTUFRJ,
Francisco de
Assis, disse
da
importância
do serviço
para o
trabalhador
da UFRJ – em
particular o
da área da
saúde – e
cobrou o
cumprimento
da norma
regulamentadora
(NR) número
32 que trata
de saúde e
segurança no
trabalho em
estabelecimento
de saúde.
Francisco
elogiou a
luta da
coordenadora
e de sua
equipe e
clamou –
apesar das
críticas e
cobranças
naturais
feitas pelo
Sindicato –
a união de
esforços por
uma nova
sede da DVST.
Edmundo
Novais,
coordenador
dos
Programas de
Saúde da
PR-4,
atribuiu a
conquista do
novo espaço
à obstinação
de
profissionais
como Maira e
acrescentou
que essa
nova DVST
que
Sindicato
reivindica
está sendo
buscada pela
PR-4 e que a
UFRJ pode se
tornar
unidade de
referência
no nosso
estado, no
sistema de
saúde do
trabalhador.
A diretora
da DVST,
Rosemarie
Galvão,
destacou o
apoio que a
Divisão tem
recebido
pela
administração,
a ponto de
agora o
Centro de
Vacinação
caminhar com
próprios
passos.
O
superintendente
de Pessoal
da PR-4,
Roberto
Gambine,
disse que as
duas últimas
gestões
promoveram
um resgate
da política
para o
pessoal e
que tem
clareza de
que ainda há
muito o que
fazer,
adiantando
que há
negociações
com o
Ministério
do
Planejamento
para a
construção
de um novo
prédio para
a DVST.
Maria
Fernanda
Quintela,
decana em
exercício do
CCS,
destacou o
fato de cada
vez mais se
praticar
políticas
ligadas à
saúde por
melhores
condições de
trabalho na
Universidade
e que o CCS
está aberto
para
integrar
essa
discussão.
O pró-reitor
de Pessoal,
Luis Afonso
Mariz,
chamou
atenção para
o fato de
que as novas
instalações
do CVA estão
localizados
no maior
centro
universitário,
próximo
passo a dois
hospitais e
a um maior
número de
servidores e
alunos.
Disse que,
superado
esse
desafio, o
próximo é a
conscientização
da
necessidade
de ser
vacinado:
"Quem está
com a vacina
rigorosamente
em dia?",
perguntou,
sugerindo
campanhas de
convencimento
da
comunidade.
A nova sede
e uma prova
de fogo
O pequeno
setor, com
46 m
e cinco
divisões
(como a que
abriga
modernas
instalações
de
refrigeração),
tem uma
grande
missão. Além
de já estar
aberto à
vacinação de
rotina,
participará
das
campanhas
para adultos
promovidas
pelo
Ministério
da Saúde.
Estará em
prova mais
uma vez a
partir do
dia 8,
quando
começa a
campanha de
vacinação
contra a
gripe A
(H1N1).
O
público-alvo
do Centro é
formado não
só de
servidores
(ativos e
aposentados)
e
estudantes,
mas da
população
circulante
da Ilha do
Fundão, e
oferece
vacinas
contra
tétano,
difteria,
rubéola,
saranpo,
caxumba,
hepatite B,
gripe
(influenza),
febre
amarela e
raiva. O CVA
funciona das
8 às 16h.
Todos
devem estar
com as
vacinas em
dia
Composta de
enfermeiros
e técnicos,
a equipe do
CVA ganhou
recentemente
mais um
importante
reforço, o
professor
adjunto de
Infectologia
Pediátrica
da UFRJ,
doutor em
Doenças
Infecciosas
pela UFRJ e
mestre em
Pediatria
pela UFRJ
Edimilson
Migowski,
presidente
da sessão
regional da
Associação
Brasileira
de
Imunizações
(SBIm).
Migowski
explica que
o objetivo
do CVA é
ampliar o
calendário
de vacinação
dos
servidores.
Mas o grande
desafio é,
principalmente,
ampliar a
conscientização
da
necessidade
de que todos
devem ter
suas vacinas
em dia. "A
vacinação de
adultos é
algo
frequentemente
negligenciado.
Praticamente
100% dos
adultos têm
pelo menos
uma vacina
em atraso",
diz o
especialista.
Há uma série
de vacinas
recomendadas
para cada
grupo
profissional.
Mas, segundo
Mogowski, no
caso de
algumas
vacinas, por
exemplo
difteria e
tétano, os
adultos
devem
vacinar-se,
independentemente
de
pertencerem
ou não a
grupos de
risco. Ele
exemplifica:
qualquer um
pode se
ferir e
adquirir
tétano. E a
vacina
consta de
uma dose a
cada dez
anos. No
caso da
hepatite B,
outro
exemplo, é
importante
estar com a
vacina em
dia, porque
40% das
pessoas
contaminadas
desconhecem
o momento do
contágio.
A seu ver, o
fato da
pessoa ser
profissional
de saúde é
uma razão
adicional
para se
vacinar.
Como na
vacina
contra o
vírus A
(H1N1), que
vai ser
disponibilizada
para
determinados
segmentos –
tradicionais
grupos de
risco, como
gestantes e
idosos,
crianças
abaixo de
dois anos:
"Mas o ideal
seria que
todo mundo
recebesse a
vacina",
diz.
Segundo
conta, a
Sociedade
Brasileira
de
Imunizações
recomenda
veementemente
a vacina
para
crianças em
idade
escolar. Ele
justifica
que o
Ministério
da Saúde
elegeu
determinados
grupos pela
limitação no
número de
vacinas.
Porém,
pondera que
quem puder
se vacinar
no âmbito
particularmente
deve
fazê-lo.
Migowski
aconselha
também a
continuidade
da vacina
contra o
influenza
sazonal,
lembrando
que todo ano
a vacina tem
nova
formulação,
para a
prevenção
dos vírus em
circulação
na época.
Mais
detalhes
sobre
vacinação de
adultos
de acordo
com a área
profissional
Sociedade
Brasileira
de
Imunização
http://www.sbim.org.br/sbim_calendarios2008_adulto.pdf
http://www.sbim.org.br/sbim_calendarios2008_ocupacional.pdf
E ainda:
www.preveniresaude.org/
Etapas de
vacinação
contra a
influenza A
(H1N1).
8 a 9 de
março -
Servidores
da área de
saúde que
trabalham em
postos de
emergência.
22 de março
a 2 de abril
- Gestantes,
crianças
saudáveis e
pacientes
com doenças
crônicas.
5 a 23 de
abril -
Adultos de
20 a 29 anos
e gestantes
que perderam
o prazo
anterior.
24 de abril
a 7 de maio
- Maiores de
60 anos e
demais
gestantes.
10 a 31 de
maio –
Adultos de
30 a 39
anos.